Está longe ainda, Papai?

Tenho o privilégio de viajar para outra cidade para ser assistido pelas igrejas de lá. Sim, porque quem pensa que dá assistência a uma igreja, pense melhor: são elas, as igrejas, que nos assistem, que cuidam de nós.
Muitas vezes levo minha família comigo e meus filhos, ainda crianças, sempre ficam incomodados com a demora da viagem, enfadados por estarem no banco de trás por “loooongos” 50 minutos. O fato de viajarmos geralmente à noite aumenta inda mais o enfado: não há paisagens, bois, casas, nada enfim, para se ver, tudo está mergulhado em escuridão.
Lá pelo meio da jornada vem a pergunta inevitável: PAPAI, TÁ LONGE AINDA?

Falta muito ainda, Papai?

Falta muito ainda, Papai?

O que os pais experientes dizem nessa hora? “Tá chegando, filho, tá chegando…”

Certa vez viajei sem eles e, quando passava pelo local em que geralmente eles perguntavam a mesma coisa, me lembrei disso e, com o coração amargo pelas lutas daquele momento, me coloquei, em oração, no banco de trás do carro do Senhor (é Ele quem dirige esta Obra, guarde isso) e perguntei a Ele:
Pai, está longe? Ainda falta muito pra chegar na nossa desejada cidade? A escuridão que me cerca é assustadora e oprime… está longe ainda, Pai?

E pude ouvir Papai do Céu me dizer calmamente:
NÃO, MEU FILHO, ESTÁ CHEGANDO!!

Tem certeza de que quer ir para o céu?

A Bíblia nos ensina que existem apenas duas respostas à pergunta: ONDE PASSAREI A ETERNIDADE?

O ensino sobre Céu e Inferno está bem fundamentado nas Escrituras e descreve o primeiro como lugar de paz, segurança, alegria, saúde, amor e felicidade eternos, em oposição ao segundo, cuja descrição usa termos como “pranto e ranger de dentes”, “fogo que não se apaga e bicho que não morre”. Tudo isso para nos infundir o maior terror possível e servir de reforço para a nossa vontade de nos prepararmos para viver eternamente com o Senhor.

Mas será que amamos o céu? Ou apenas somos movidos em nossa caminhada espiritual pelo pavor de ir para o inferno?

Talvez o horror do inferno nos faça desanimar de pecar. Mas só o amor pela vida eterna ao lado de Jesus nos fará dar a nossa vida a Ele com alegria. E é isso que agrada ao Senhor, pois Deus ama ao que (se) dá com alegria.

Se conhecermos melhor ao Senhor Jesus, nós O amaremos mais. Ficaremos, então, muito mais felizes ao perceber que a descrição que João faz do Céu aponta para o Salvador.
Note bem:
João viu as portas da Nova Jerusalém. Quem é a Porta? Jesus.
João viu que os caminhos lá, na Nova Jerusalém são de ouro. Quem é o Caminho? Jesus.
João viu seus muros. Quem é o que nos protege? Ele mesmo, Jesus.

O CÉU É JESUS

E você, ama mesmo o Céu?

Candeia cheia eu quero sim – e reserva também

No Evangelho de Mateus, no capítulo 25, Jesus fala sobre as noivas que aguardavam a chegada do noivo. A semelhança entre elas era grande. Todas noivas, virgens, com vestes nupciais e candeia. A diferença parece pequena – a falta de uma reserva de azeite.

Porém, como a candeia é pequenina, sua luz precisava ser conservada com o abastecimento com mais óleo. Assim também é o nosso coração.

Alguns vivem uma experiência que lhes enche o coração. Uma cura, ou uma palavra, um culto “especial” ou dom espiritual. Por alguns instantes ficam cheios da graça do Senhor. Porém a noite espiritual continua avançando e é preciso manter a luz acesa, para nos identificarmos junto ao Noivo.

A minha e a sua experiência que tivemos ontem, caro amigo, não é suficiente para hoje. Precisamos de mais e mais contato com o Senhor, candeia – coração – com óleo – Espírito Santo. Abasteçamos nossas reservas com mais oração, mais dedicação, mais santificação. A santificação de ontem é a bênção de hoje. Mas precisamos nos preparar para que não falte a bênção de amanhã, santificando hoje.

É também para nós o solene aviso:

EIS O NOIVO, SAÍ-LHE AO ENCONTRO!

Oportunidades perdidas

Em Marcos 15:39 lemos:

E o centurião, que estava defronte dele, vendo que assim clamando expirara, disse: Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus.

Aquele centurião é como muitos que estão presenciando, dentro da Igreja, o que Deus, o Espírito Santo, está falando. Assim como aquele homem testemunhou as últimas palavras de Deus, o Filho, antes que se silenciasse, muitos estão tendo a mesma oportunidade hoje.

O centurião viu quando Jesus falou a João, a Maria, ao ladrão na cruz, quando falou do perdão aos que não sabiam da gravidade de seus erros – Tudo isso se repete hoje, quando muitos estão se beneficiando das palavras que o Senhor fala no nosso meio.

Porém aquele homem perdeu a oportunidade de ouvir também para si uma palavra que lhe mudaria definitivamente a vida. Talvez por causa de seus compromissos com o mundo – isto é, o império romano – ou com seus próprios conceitos e opiniões.

Quando já o Salvador não lhe falaria mais é que ele deu conta e exclamou: ERA o Filho de Deus.

Dentro em pouco e o Espírito Santo não falará mais aqui na Terra. Concluirá Sua Obra e dirá também: Está consumado.

Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz…

Apoc. 2:7a

O Bezerro de Ouro e o Cristianismo atual

O famoso ídolo que manchou a história de Israel em sua jornada rumo à terra prometida foi o resultado da soma de um povo incrédulo mais um ministério que queria agradar a este povo e não ao Senhor.

Isso pode ser confirmado quando lemos que o povo procurou Arão para dizer a ele que não sabia o que havia acontecido com seu resgatador – Moisés – e que queria deuses que fossem adiante dele. Arão, ao invés de dar ao povo um conselho sábio, orientando-o a esperar no Senhor, se põe à disposição da multidão para satisfazer sua loucura.

Mas seu trabalho tinha um preço: cada um entregou seus brincos de ouro ao sacerdote para que este produzisse seu ídolo, que tinha uma forma bastante apropriada, o bezerro.

Isso se repete hoje quando uma multidão que não sabe sobre seu Resgatador – o Senhor Jesus – e não espera pela Sua volta, busca um ministério que corresponda suas incredulidades. Um povo que quer deuses, sem se importar com o projeto do Deus verdadeiro, apostatando da verdadeira fé.

Esse povo obstinado acha uma contra-partida num ministério que não tem compromisso com o projeto do Senhor e que dirá o que o povo quer ouvir, lhe apresentando deuses que são, nada menos, que a representação de sua carnalidade – representada no bezerro.

Mas esse ministério caído cobra um preço – literalmente – e pede seu ouro que, curiosamente, procede de suas orelhas. Aí está mais um indício de nosso tempo: o homem apóstata entrega sua grande riqueza, o ouvir a voz de Deus, à religião, que torna esse homem surdo para a voz do Espírito Santo. Por isso eles não “tem ouvidos para ouvir a voz do Espírito”.

Mas a idolatria agrada ao homem porque ele se sente “dono” de seu Deus – afinal um pouco de seu ouro está ali – e pode fazer dele o que quiser, se tornando criador ao invés de criatura.

Esse comportamento do povo apressou a descida de Moisés, a quem o Senhor disse:

“Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egipto, se tem corrompido. E depressa se tem desviado do caminho que eu lhes tinha ordenado”

Tomara que a apostasia atual sirva, pelo menos, para apressar também a volta do Senhor Jesus

Moisés, ao chegar executa juízo sobre os idólatras, que tiveram que beber a água amarga de seu pecado. Assim também está reservada água de amargura para os que vivem de heresias.

“Pôs-se em pé Moisés, na porta do arraial, e disse: Quem é do Senhor, venha a mim. Então se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi.” Exodo 32:26

Dois futuros próximos

Antes de vir para o trabalho, estava lendo o profeta Isaías, no final do cap. 40 e início do 41, quando ele fala dos que “esperam no Senhor”. A Igreja viveu e viverá esperando n’Ele (Jó diz: ainda que Ele me mate, n’Ele esperarei).

Renovarão suas forças, diz o profeta. Existe aí uma referência profética ao arrebatamento da Igreja. Em Apoc. 8, depois do toque da quarta trombeta, lemos sobre uma águia voando no meio do céu, como se tivesse deixado lá para baixo toda a tribulação. É a Igreja fiel, arrebatada, lamentando sobre os que ficaram para trás.

Isso é o que diz o último verso do cap. 40. A primeira ressurreição, onde as forças serão renovadas.

O primeiro verso do cap. 41, logo depois, fala às ilhas e povos, chamados para o juízo, os quais terão também as forças renovadas (ressurreição – a segunda e terrível).

Bem-aventurado e santo o que tem parte na primeira ressurreição – Apoc. 20:6

Reino contra Reino


O entendimento mais comum da passagem de Mateus 24, em que Jesus fala dos sinais da Sua volta, quando menciona que se levantaria reino contra reino, é de que Ele falava sobre a intranqüilidade desta hora e das guerras entre as nações. Porém muitas vezes Jesus menciona o Reino dos céus, fazendo menção ainda do príncipe deste mundo e do seu reino.

Há uma guerra velada em andamento. Por trás de cada movimento político e cada tendência nos mais diversos setores da sociedade, percebe-se uma sutil articulação do mundo espiritual disputando o terreno mais precioso: o coração do homem. Este é o campo de batalha – a vida do homem.

Porém é uma guerra com final estabelecido pelo Todo-Poderoso. Ele jamais será surpreendido ou enganado. O Senhor Jesus voltará, para estabelecer completamente Seu Reino, afirmam as profecias bíblicas, e executará Seu juízo contra seus adversários, pondo fim definitivo ao reino das trevas.

Mas era comum o exército invasor enviar, com alguma antecedência, embaixadores de paz, para propor um acordo e evitar derramamento de sangue desnecessário, muitas vezes até trazendo melhores condições de vida à cidade ou ao país conquistado.

Deus estabeleceu a Igreja com essa função. A primeira (e exemplar) mensagem pregada pelo Senhor Jesus na Galiléia foi: “Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos Céus!” – Ele propunha desde então um acordo de paz.

Mas, como Ele é o Príncipe da Paz, Sua proposta é muito mais abrangente e envolve não somente paz com Deus, mas também paz na família, na vida profissional e em todos os setores desta vidinha complicada nossa.

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” João 14:27

Certezas

Como a própria Bíblia chama o Evangelho de eterno, é possível que nem mesmo na eternidade ela deixe de nos surpreender com suas riquezas maravilhosas.

Relendo o verso 10 do cap. 2 de Jó, notei que ele faz uma afirmação interessante à sua mulher: “Receberemos de Deus o bem…”. Sempre li este texto entendendo que Jó se referia ao seu passado. É como se meus olhos lessem: Recebemos (no passado) de Deus o bem.

Mas Jó faz uma linda declaração de fé ao dizer: Receberemos o bem – estava se referindo à Eternidade, sem dúvida, pois não sabia que Deus ainda havia de restaurar e duplicar sua boa condição material anterior.

Não é a única vez que ele menciona sua esperança de eternidade, eu sei. Mas essa é menos conhecida. Sempre nos lembramos de outra menção que ele faz: “Eu sei que o meu Redentor vive…”.

Esse Jó, hein?…