Jacó e o travesseiro de pedra

Segundo o livro de Gênesis, na noite em que Jacó descobriu que Deus ligaria o Céu à Terra novamente, ele dormiu com a cabeça recostada a uma pedra, que usou como travesseiro (Cap. 28:11-18).

Ainda bem.

É que, quando acordou, Jacó decidiu usar a mesma pedra para fazer uma coluna, uma espécie de altar improvisado, sobre o qual ele derramou azeite, num gesto simbólico para mostrar sua adoração ao Deus que se revelara a ele.

Digo “ainda bem” porque não se fazem boas colunas com travesseiros. Por óbvias razões.

Este é o evangelho preferido de muita gente

Este é o evangelho preferido de muita gente

A pedra (figura de Jesus em diversas passagens do Velho Testamento) não se amoldou à cabeça de Jacó, assim como não dá para amoldar a Palavra de Deus à nossa mente. Mas nosso contato com ela deixa colunas, marcos importantíssimos e decisivos em nossa caminhada.

Certamente há pontos na Bíblia que não se moldam à mentalidade moderna do homem. Mas, faça como Jacó: conviva com a Pedra e ela se tornará uma referência importantíssima na sua vida.

(o ponta-pé inicial dessa postagem foi do amigo Luiz Henrique Manera. Obrigado, companheiro)

Toc, toc…

Estou à porta e bato

Em Apocalipse 3:20 Jesus afirma que está à porta e bate. 10 entre 10 pregadores afirmam que Ele se refere à porta do nosso coração. Não pretendo destoar deles aqui.

Há diversas passagens nos evangelhos que narram ocasiões em que o Bom Salvador entrou – sempre que solicitado – na casa de diversas pessoas. Na de Pedro entrou acompanhado da bênção da cura da sogra do discípulo. Na casa de Zaqueu levou consigo a salvação. Na casa de Jairo levou a vida – que  havia escapado de lá, levando consigo toda a alegria daquela família.

Ainda hoje Ele se mostra disposto a atender ao nosso convite para entrar. Aliás, Ele insiste nisso. Bate à porta e fala. “Se alguém – diz Ele – ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa”.

Se Jesus ainda não entrou em sua casa, prezado leitor, preste bem atenção, Ele ainda está lá fora, no jardim, na calçada, esperando você (que tem a chave da porta, pois é o dono da casa) abrir-lhe o coração.

Muitos vivem por décadas com Jesus na parte exterior de suas casas, de suas vidas. Alguém que olhe para eles pode mesmo acreditar que Jesus faz parte de suas vidas, pois é visto no exterior de suas vidas. Mas Ele não está la dentro. Isso lá, na Eternidade, fará muita, toda a diferença.

Ouça: toc, toc…

Está longe ainda, Papai?

Tenho o privilégio de viajar para outra cidade para ser assistido pelas igrejas de lá. Sim, porque quem pensa que dá assistência a uma igreja, pense melhor: são elas, as igrejas, que nos assistem, que cuidam de nós.
Muitas vezes levo minha família comigo e meus filhos, ainda crianças, sempre ficam incomodados com a demora da viagem, enfadados por estarem no banco de trás por “loooongos” 50 minutos. O fato de viajarmos geralmente à noite aumenta inda mais o enfado: não há paisagens, bois, casas, nada enfim, para se ver, tudo está mergulhado em escuridão.
Lá pelo meio da jornada vem a pergunta inevitável: PAPAI, TÁ LONGE AINDA?

Falta muito ainda, Papai?

Falta muito ainda, Papai?

O que os pais experientes dizem nessa hora? “Tá chegando, filho, tá chegando…”

Certa vez viajei sem eles e, quando passava pelo local em que geralmente eles perguntavam a mesma coisa, me lembrei disso e, com o coração amargo pelas lutas daquele momento, me coloquei, em oração, no banco de trás do carro do Senhor (é Ele quem dirige esta Obra, guarde isso) e perguntei a Ele:
Pai, está longe? Ainda falta muito pra chegar na nossa desejada cidade? A escuridão que me cerca é assustadora e oprime… está longe ainda, Pai?

E pude ouvir Papai do Céu me dizer calmamente:
NÃO, MEU FILHO, ESTÁ CHEGANDO!!

Você tem razão: os homens são mesmo “árvores que andam”

Árvores que andamO lamento do Senhor Jesus sobre a aldeia de Betsaida, registrado em Mateus 11:21, nos passa a ideia de que Ele esteve diversas vezes ali, operando sinais e maravilhas. Ele lança um duro juízo sobre seus habitantes pois não haviam se convertido diante das operações maravilhosas de Deus em seu favor: “Ai de ti, Betsaida”, diz Ele. Podemos assim reconhecer em Betsaida uma figura da religiosidade organizada, mas que já se acomodou e não reage mais aos sinais de Deus do modo que Ele mesmo espera: com mudança de vida.
Na narrativa de Marcos, no cap. 8 de seu evangelho, Jesus faz, talvez, sua última passagem pelo povoado e dali retira um cego. Os moradores de Betsaida não veriam mais sinais. Nem mesmo a cura daquele aldeão.
O Senhor toca-lhe os olhos com saliva – figura do que sai da boca do Salvador e nos abre os olhos espirituais – e lhe impõe as mãos. O resultado? “Vejo os homens, pois os vejo como árvores que andam.”
Diríamos que ele enxergou muito bem. Assim são, de fato, os homens: árvores que andam. Você vai até eles hoje e, talvez, encontre sombra e fruto. Talvez encontre apoio também. Mas amanhã, quando você conta com eles, já não estão lá. Já andaram, se moveram. Hoje ainda, muitos que foram retirados da aldeia que está sob juízo de Deus – a religião – e já receberam um toque do Senhor Jesus, ainda estão colocando seu foco nos homens. E estão sendo profundamente decepcionados, pois eles são extremamente volúveis.

Sabendo disso, Jesus torna a tocar naquele homem que, então, pode “olhar firmemente”, pois pode olhar para Jesus, que não muda. Pode também olhar as coisas lá de longe, lá da Eternidade de Deus.

O conselho para os que já passaram por esse processo está mais atual do que nunca:

NÃO TORNES A ENTRAR NA ALDEIA.

Maranata.

"Morra eu…"

No desfecho de sua história, Sansão aparece preso e exposto à humilhação num templo do deus filisteu Dagom.

Ali, apoiando-se nas duas colunas que sustinham a casa, Sansão faz uma oração que o Senhor atendeu prontamente. Ele pediu: MORRA EU…

Se Sansão tivesse entendido isso durante sua carreira – que ele deveria “morrer” para que o Senhor vivesse nele – teria alcançado muito mais vitórias do que aquelas que apenas pontuaram sua existência.

Muito possivelmente Paulo entendeu isso a partir da afirmação do Senhor Jesus: “quem perder a sua vida, por amor de mim, achá-la-á.” Mateus 16:25b

As duas colunas que Sansão, novamente e miraculosamente fortalecido, conseguiu derrubar e que sustentavam sua prisão tem correspondente em nossa luta pela santificação hoje.

Elas correspondem aos dois inimigos que só vencemos quando pedimos ao Senhor a mesma coisa: “morra eu”.

O primeiro é o adversário de nossa alma, o tentador. O segundo é a nossa carne, com suas fraquezas.

Esses dois pilares juntos sustentam o que a Bíblia chama de “mundo”, que quer nos prender e humilhar.

Por isso, se queremos que nossa vida espiritual seja marcada por mais do que algumas poucas experiências de vitória, devemos clamar como Sansão: MORRA EU!!

SE EU MORRO, TENHO UM DEUS VIVO. SE EU VIVO SÓ ME RESTA UMA RELIGIÃO.

“Eu protesto que cada dia morro…” I Cor. 15:31

“Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo, em Deus.

Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis, com ele, em glória. Col. 3:3,4

Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo, em Deus.
Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis, com ele, em glória.

Servo pródigo ou filho devedor?

Já parou pra pensar no que havia por trás da decisão do filho pródigo – palavra que significa “esbanjador, dissipador” – quando despertou para sua real situação e planejou voltar para a casa do pai?

Ele pensou:

“Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei:…

…faze-me como um dos teus jornaleiros.”

Lucas 15:18, 19b

Desse modo ele trabalharia durante a jornada diária e, ao fim de cada tarde, exigiria o pagamento pelo seu trabalho. Parece justo, mas é um modo de deixar o pai como seu devedor, invertendo até mesmo a ordem das coisas conforme estabelecida por Deus ao criar a família.

Às vezes o homem acha que, por trabalhar na casa do Pai, pode se tornar credor de Deus. Mas o pai sabia muito bem como frustrar esse projeto do coração rebelde do filho.

Ao restaurar sua condição na casa o pai tapou a boca do rapaz, rejeitando seus argumentos.

A partir dali, a cada manhã, quando acordasse em uma cama limpinha, com o café pronto na mesa e todas as demais regalias que tinha à sua disposição na casa do pai, o filho pensaria consigo mesmo:

SOU UM DEVEDOR

(de uma dívida impagável…)

O pedido de Jacó

Vale a pena lermos o texto:

9 – Disse mais Jacó: Deus do meu pai, Abraão, e Deus do meu pai, Isaque, ó Senhor, que me disseste: Torna à tua terra, e à tua parentela, e far-te-ei bem;

10 – Menor sou eu que todas as beneficências e que toda a fidelidade que tiveste com o teu servo; porque com meu cajado passei este Jordão, e agora me tornei em dois bandos. Gen. 32:9,10

CONTEXTO

Jacó havia saído muitos anos antes da casa do pai, Isaque. Agora estava retornando para lá. Sua preocupação era o modo como o pai e – especialmente – o irmão mais velho o receberiam, por isso ele faz essa oração.

Podemos ver aqui a tipificação de nosso retorno à casa do Pai celestial, de onde o homem saiu há muito tempo atrás. Como seremos recebidos lá, na casa do Pai, na Eternidade? Essa é nossa preocupação agora.

Já temos recebido muitas bênçãos, mas ainda não chegamos à casa do Pai, por isso oramos e buscamos a bênção do Senhor também.

O PEDIDO DE JACÓ

  1. “Deus de meu pai Abraão” – O Deus de quem Jacó ouviu falar. Porém não presenciou as experiências de Abraão. Assim também nós temos notícias dos feitos de Deus no passado, mas não são elas que nos definem espiritualmente.
  2. “Deus de meu pai Isaque” – Jacó aqui se refere às experiências que ele testemunhou em sua casa, na vida de seu pai. Nós temos também presenciado experiências na vida de nossos irmãos e familiares.
  3. “Senhor” – Agora Jacó nos convence de que possuía sua própria experiência com Deus.
  4. “Tu que me disseste” – Assim como Jacó podemos dizer que temos ouvido a voz do Senhor, nos chamando para voltarmos à casa do Pai.
  5. “E far-te-ei bem” – O convite do Senhor ao homem segue acompanhado de uma promessa – o bem.
  6. “Menor sou eu que todas as beneficências e que toda a fidelidade que tiveste com o teu servo” – Jacó queria dizer que não estava à altura das bênçãos que havia recebido do Senhor – Era um servo devedor, como nós.
  7. “Com meu cajado passei este Jordão” – Ele se recorda do início da sua caminhada. Assimcomo ele, nós não tínhamos senão a direção do Espírito Santo.
  8. “agora me tornei em dois bandos” – Jacó havia acumulado tanta riqueza que precisou dividir em duas partes a sua caravana. Nós também temos sido muito abençoados em dois tipos de riqueza: provisão material e provisão espiritual.

Ele então pede que o Senhor lhe dê uma bênção quando encontrasse com seu irmão. Apesar das falhas de Esaú, ele foi o primogênito do pai Isaque e era agora o que gerenciava a casa.

Nesse aspecto Esaú nos lembra da pessoa do Senhor Jesus, que também é o Primogênito do Pai e por quem queremos ser bem recebidos ao chegar ao céu, a casa do Pai.

Deus ouviu a oração de Jacó e o primogênito do pai o recebeu com um abraço e uma palavra de paz. Assim também queremos ser recebidos pelo Senhor Jesus, em paz:

Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos do meu Pai, possui por herança o reino que vos está preparado, desde a fundação do mundo; Mateus 25:34

Jairo, eu e você

Depois que Jairo se encontra com Jesus (e isso é uma figura da salvação, o encontro com o Salvador), passa a andar em Sua companhia. O ambiente ao lado do Senhor era muito diferente do ambiente de sua casa, onde havia tristeza e morte.

Andando com Jesus, mesmo antes de ver seu próprio problema solucionado, Jairo viu o de outros crentes como ele sendo resolvidos, como o da mulher hemorrágica.

Porém vieram ao seu encontro seus antigos amigos, que eram sua companhia anterior, com uma má notícia – a filha acabara de falecer.

Jairo poderia ter desistido de continuar andando com Jesus, mas recebeu d’Ele uma boa palavra:

“Não temas, crê somente, e será salva”

Depois que nos encontramos com o Senhor começamos a andar na companhia de Jesus e de Seu povo, num ambiente de paz e alegria, que é a Igreja. Diferente dos ambientes pesados em que vivíamos, onde a morte nos rondava.

Temos visto o Senhor operar na vida dos irmãos e isso fortalece a nossa confiança de que Ele irá operar em nossas vidas também.

Mas ainda assim podemos receber más notícias. Aí será a hora de optarmos entre nos deixar abater pelos maus rumores à nossa volta ou continuarmos a caminhar com o Salvador, crendo que na hora certa Ele irá operar em nosso favor.

Mudamos de novo…

Caros e pacientes amigos,

Sei que já é o terceiro tema que uso na aparência da página, me perdoem. É que estou ainda aprendendo a utilizar o serviço da WordPress, que é quem hospeda a página.

Estou procurando um que facilite a leitura para nós, os mais velhos.

Gostei deste, deve permanecer por bom tempo.

Abraços, Zé.

Fogo de Deus?

“Estando este ainda falando, veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os moços, e os consumiu, e só eu escapei, para te trazer a nova.” Jó 1:16

A Revelação do Espírito Santo nos coloca numa situação privilegiada: Nos traz o conhecimento do que se passa na Eternidade, os propósitos de Deus.

Observe bem: Eu e você que temos essa história registrada na Palavra, sabemos que os eventos extraordinários que cercaram Jó eram o resultado de um outro evento na presença do Senhor. Sabemos que Este deu ao adversário a liberdade para interferir na vida de Jó. Assim, eu e você sabemos que aquele fogo NÃO vinha de Deus, mas do maligno.

Porém o empregado de Jó, que assistiu àquela cena, não sabia disso. Viu fogo cair do céu e pensou: Fogo não cai assim do céu, isso só pode vir de Deus – e assim proclamou.

Vivemos dias em que há muita manifestação de fogo – inclusive de artifício – mas, será que esse fogo vem de Deus? Curas, milagres, multidões… é mesmo o fogo de Deus que está no meio disso tudo? Um desavisado talvez dirá: Sim, é fogo de Deus!

Fogo que acende heresias e promove a apostasia no meio cristão, será mesmo de Deus?

A Revelação – o conhecimento do projeto de Deus, de Seus propósitos – é quem nos ajuda a compreender o momento que estamos vivendo.

Agora, cá entre nós: Você acha mesmo que o fogo de Deus consome ovelhas e pastores?

“E os discípulos … disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma…? Voltando-se porém (Jesus) repreendeu-os e disse: Vós não sabeis de que espírito sois.”                   Lucas 9:54,55

“E vi subir da terra outra besta… e faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse…”                   Apoc. 13:11a, 13