Salmo 63 – como te vi no santuário

O salmista queria ver novamente a fortaleza e a glória do Senhor que tinha visto no santuário.

No santuário, tudo aponta para as riquezas maravilhosas do amor e do poder de Deus, que excede a razão e não depende da lógica humana. Ali Deus se revelara a Davi e até hoje se revela aos que O buscam de todo seu coração.

Nosso desafio – era o de Davi também – ver tudo aquilo sobre o poder e o amor de Deus fora do santuário. No seu dia a dia, na prática cotidiana, nas coisas comuns, nos problemas desta vida, seu pedido era que pudesse ver fortaleza e glória “como tinha visto no santuário”.

Podemos – e precisamos – pedir a mesma coisa ao nosso Deus. Assim nossa “religiao” não ficará restrita ao ambiente da igreja, mas se estenderá e abrangerá toda a nossa existência. Davi precisava que Deus – acerca do qual ele aprendeu com seus pais e nas suas visitas à tenda onde estava a arca do concerto – se manifestasse ali, na guerra contra os filisteus e seu campeão, Golias.

De nada serviria, na prática, um Deus de longe, de dentro de tendas ou templos, se ali – onde Davi mais precisava – ele não pudesse contar com Ele.

Se sua vida espiritual, caro leitor, está restrita a um local de culto, ore como Davi: quero ver tua fortaleza e tua glória, como te vi no santuário.

Os dois cálices

Quando criança entendia que o Salvador me livraria do tentador. Apenas isso. Acreditava que era o tentador a quem eu devia temer, pois podia “lançar minha alma e meu corpo no inferno”. Assim eu o via como o governante daquele lugar tenebroso, espetando as pobres almas, com tridentes, em caldeirões enormes.

À medida que a leitura da Palavra foi me amadurecendo e fui provando alimento sólido além do leite, minha compreensão começou a exigir de mim que conciliasse, por exemplo, o texto que citei acima com outros como “resisti ao diabo e ele fugirá de vós”. E agora? Devia temer ou resistir ao inimigo?

Me deparei, então, com textos que falavam de algo muito, muito mais temível que o adversário das almas: a ira do Todo-Poderoso. “Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda impiedade e injustiça dos homens” Romanos 1:18. Em meio a essa descoberta terrível, me chamou a atenção uma figura usada algumas vezes no livro de Apocalipse, mas que também aparece isoladamente noutros livros da Sagrada Escritura. Veja em Apocalipse 14:10, 16:19, 19:15. Ali a Bíblia cita o cálice da ira de Deus. Lembrei-me então que o bondoso Salvador, enquanto agonizava pelas nossas culpas, pressentindo o sofrimento que cairia sobre Ele, entre gotas de sangue que suava, pedia: “Afasta de mim este cálice”. Então compreendi isso: Jesus tomou o cálice que era para mim e para você, o cálice da ira de Deus.

Já parou para pensar que não pode ter sido apenas pela dor individual que lhe seria infligida no castigo do madeiro a causa de tanta agonia que lhe sobrevinha? Basta lembrar que muitos de seus seguidores morreriam castigo igualmente cruel, em cruzes, em fogueiras e dilacerados por feras. E muitos destes iam de encontro ao seu suplício cantando louvores, para espanto e consternação de seus próprios algozes. Será que Ele, o Capitão da nossa salvação temeria tanto a cruz, ao ponto de pedir que fosse passada d’Ele? Não, meu amigo, sobre Ele pesava algo muito mais amargo que o sofrimento da cruz: O cálice da ira do Altíssimo.

É por isso que não há outro digno, por isso que não há outro nome pelo qual devamos ser salvos! Só Jesus tomou o nosso cálice até ao fim. E além disso nos ofereceu outro cálice: o que era d’Ele, de Filho amado. Na ceia Ele diz: “bebei dele todos”.

Davi, o poeta/profeta, entendeu isso, ainda que parcialmente, quando afirma que só o seu Bom Pastor poderia preparar uma mesa perante ele em que seu cálice (de bênção) transborda.

OS DOIS CÁLICESJESUS MORREU A MORTE, O CASTIGO DE TODOS OS HOMENS, PARA VIVERMOS A SUA VIDA

Toc, toc…

Estou à porta e bato

Em Apocalipse 3:20 Jesus afirma que está à porta e bate. 10 entre 10 pregadores afirmam que Ele se refere à porta do nosso coração. Não pretendo destoar deles aqui.

Há diversas passagens nos evangelhos que narram ocasiões em que o Bom Salvador entrou – sempre que solicitado – na casa de diversas pessoas. Na de Pedro entrou acompanhado da bênção da cura da sogra do discípulo. Na casa de Zaqueu levou consigo a salvação. Na casa de Jairo levou a vida – que  havia escapado de lá, levando consigo toda a alegria daquela família.

Ainda hoje Ele se mostra disposto a atender ao nosso convite para entrar. Aliás, Ele insiste nisso. Bate à porta e fala. “Se alguém – diz Ele – ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa”.

Se Jesus ainda não entrou em sua casa, prezado leitor, preste bem atenção, Ele ainda está lá fora, no jardim, na calçada, esperando você (que tem a chave da porta, pois é o dono da casa) abrir-lhe o coração.

Muitos vivem por décadas com Jesus na parte exterior de suas casas, de suas vidas. Alguém que olhe para eles pode mesmo acreditar que Jesus faz parte de suas vidas, pois é visto no exterior de suas vidas. Mas Ele não está la dentro. Isso lá, na Eternidade, fará muita, toda a diferença.

Ouça: toc, toc…

Está longe ainda, Papai?

Tenho o privilégio de viajar para outra cidade para ser assistido pelas igrejas de lá. Sim, porque quem pensa que dá assistência a uma igreja, pense melhor: são elas, as igrejas, que nos assistem, que cuidam de nós.
Muitas vezes levo minha família comigo e meus filhos, ainda crianças, sempre ficam incomodados com a demora da viagem, enfadados por estarem no banco de trás por “loooongos” 50 minutos. O fato de viajarmos geralmente à noite aumenta inda mais o enfado: não há paisagens, bois, casas, nada enfim, para se ver, tudo está mergulhado em escuridão.
Lá pelo meio da jornada vem a pergunta inevitável: PAPAI, TÁ LONGE AINDA?

Falta muito ainda, Papai?

Falta muito ainda, Papai?

O que os pais experientes dizem nessa hora? “Tá chegando, filho, tá chegando…”

Certa vez viajei sem eles e, quando passava pelo local em que geralmente eles perguntavam a mesma coisa, me lembrei disso e, com o coração amargo pelas lutas daquele momento, me coloquei, em oração, no banco de trás do carro do Senhor (é Ele quem dirige esta Obra, guarde isso) e perguntei a Ele:
Pai, está longe? Ainda falta muito pra chegar na nossa desejada cidade? A escuridão que me cerca é assustadora e oprime… está longe ainda, Pai?

E pude ouvir Papai do Céu me dizer calmamente:
NÃO, MEU FILHO, ESTÁ CHEGANDO!!

Outra mensagem para culto de formatura: Engenharia Civil & Arquitetura

Subi para a página “Outras Mensagens” uma palavra adequada para culto de formatura de turmas na área de engenharia e arquitetura. Cliquem no link ao lado do título do Blog, ele é, atualmente, o último link naquela página. Que o Senhor nos dê abundante graça e nos ajude a aproveitar essa oportunidade de evangelização que são os cultos de formatura.

A Palavra que se cumpre

Ao abrir a Escritura sagrada e achar a passagem em que se lia: “O Espírito do Senhor está sobre mim”, o Senhor nos mostra que enxergar a si mesmo na leitura da Palavra – e agir segundo a direção que Ela nos dá – é das maneiras mais proveitosas de nos relacionarmos com a Bíblia.
Claro que não se trata aqui dessas maluquices gospel de se determinar isso ou aquilo, usurpando a posição d’Aquele que tem toda a autoridade.

Mas falamos da propriedade da Palavra, descrita por Tiago em sua carta, de funcionar como um espelho, capaz de nos mostrar quem nós somos e como estamos aos olhos de Deus. Como o espelho, também a Palavra só depende da Luz para funcionar. Segundo Paulo, na primeira carta aos Coríntios, cap. 13:12, vemos o que vemos através de espelho, indiretamente, recebendo a luz que vem de lá, da Eternidade de Deus, nos revelando Seus mistérios.

Assim vemos a nós mesmos e ao Senhor. Por meio da Palavra, esse instrumento, extraordinário instrumento, providenciado por Aquele que nos abriu os olhos.