Toc, toc…

Estou à porta e bato

Em Apocalipse 3:20 Jesus afirma que está à porta e bate. 10 entre 10 pregadores afirmam que Ele se refere à porta do nosso coração. Não pretendo destoar deles aqui.

Há diversas passagens nos evangelhos que narram ocasiões em que o Bom Salvador entrou – sempre que solicitado – na casa de diversas pessoas. Na de Pedro entrou acompanhado da bênção da cura da sogra do discípulo. Na casa de Zaqueu levou consigo a salvação. Na casa de Jairo levou a vida – que  havia escapado de lá, levando consigo toda a alegria daquela família.

Ainda hoje Ele se mostra disposto a atender ao nosso convite para entrar. Aliás, Ele insiste nisso. Bate à porta e fala. “Se alguém – diz Ele – ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa”.

Se Jesus ainda não entrou em sua casa, prezado leitor, preste bem atenção, Ele ainda está lá fora, no jardim, na calçada, esperando você (que tem a chave da porta, pois é o dono da casa) abrir-lhe o coração.

Muitos vivem por décadas com Jesus na parte exterior de suas casas, de suas vidas. Alguém que olhe para eles pode mesmo acreditar que Jesus faz parte de suas vidas, pois é visto no exterior de suas vidas. Mas Ele não está la dentro. Isso lá, na Eternidade, fará muita, toda a diferença.

Ouça: toc, toc…

Candeia cheia eu quero sim – e reserva também

No Evangelho de Mateus, no capítulo 25, Jesus fala sobre as noivas que aguardavam a chegada do noivo. A semelhança entre elas era grande. Todas noivas, virgens, com vestes nupciais e candeia. A diferença parece pequena – a falta de uma reserva de azeite.

Porém, como a candeia é pequenina, sua luz precisava ser conservada com o abastecimento com mais óleo. Assim também é o nosso coração.

Alguns vivem uma experiência que lhes enche o coração. Uma cura, ou uma palavra, um culto “especial” ou dom espiritual. Por alguns instantes ficam cheios da graça do Senhor. Porém a noite espiritual continua avançando e é preciso manter a luz acesa, para nos identificarmos junto ao Noivo.

A minha e a sua experiência que tivemos ontem, caro amigo, não é suficiente para hoje. Precisamos de mais e mais contato com o Senhor, candeia – coração – com óleo – Espírito Santo. Abasteçamos nossas reservas com mais oração, mais dedicação, mais santificação. A santificação de ontem é a bênção de hoje. Mas precisamos nos preparar para que não falte a bênção de amanhã, santificando hoje.

É também para nós o solene aviso:

EIS O NOIVO, SAÍ-LHE AO ENCONTRO!

Vida que vence a morte

Veja bem:

Na casa egípcia que não houve um cordeiro morto houve um primogênito morto. Resultado: tristeza.

Na casa hebréia que houve um cordeiro morto, seu primogênito permaneceu vivo. Resultado: alegria

O poder do Sangue do Senhor Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, é de fato um mistério. A religião não entende este segredo, por isso lhe resta em sua casa um primogênito – um Jesus – morto. Essa é a razão do pranto e do lamento.

Em nossas casas, nossos corações, se o primogênito do Pai está vivo – o Cordeiro que foi morto, mas ressuscitou – reina a mesma alegria: A alegria da vitória sobre a morte.

Tome, por exemplo, a história da viúva de Naim. Naquela casa, o pai já era apenas uma lembrança distante. Agora o filho único dela – que não deixa de ser primogênito – morre também.

Ora, a uma mulher cujo marido está ausente e o filho agora é levado morto, resta apenas o choro.

Esse quadro mostra a situação da religião cristã na vida de muitos: uma igreja que age como viúva, pois já perdeu o Pai, que tem um Filho morto. Resta-lhe chorar.

Só o Filho de Deus vivo pode dizer a estes: Não chores.

As bodas de Caná

O primeiro vinho servido no casamento descrito em João cap. 2, era o melhor que o noivo podia providenciar. O mais saboroso e caro, era servido no início da festa, assim era o costume em Israel. Quando todos já haviam bebido bem, servia-se então o vinho inferior.
O noivo não sabia ao certo quando acabaria aquele primeiro vinho, dando início à distribuição do vinho pior.
Esse costume reflete bem a vida do homem. A maioria de nós se preocupa com o primeiro vinho, que nos fala da vida aqui neste mundo, a primeira parte da festa. Geralmente não nos importamos com o que será servido quando este primeiro vinho – esta vida – acabar. Quem de nós sabe quando será?
Vem depois um vinho inferior em qualidade, pois geralmente o homem não se preocupa com a segunda etapa de sua existência – a Eternidade. Ela será sempre inferior.

A não ser que Jesus esteja presente em nossa festa. Aí, por melhor que tenha sido o primeiro vinho, o segundo – a Vida Eterna – será, sempre, muitíssimo melhor.
Este é mais um segredo guardado nas Escrituras para nós.
Convide Jesus para sua festa, sua vida. Ele garantirá que, seja qual for o grau de doçura que você desfrute nesta vida, a outra vida será repleta de felicidade superior.

“E disse-lhe (o chefe da cozinha ao noivo): Todo o homem põe primeiro o vinho bom, e, quando já tem bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vimho.”

João 2:10

AO AMIGO RENATO PEREIRA: OBRIGADO POR COMPARTILHAR ESTA PÉROLA CONOSCO.

Oportunidades perdidas

Em Marcos 15:39 lemos:

E o centurião, que estava defronte dele, vendo que assim clamando expirara, disse: Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus.

Aquele centurião é como muitos que estão presenciando, dentro da Igreja, o que Deus, o Espírito Santo, está falando. Assim como aquele homem testemunhou as últimas palavras de Deus, o Filho, antes que se silenciasse, muitos estão tendo a mesma oportunidade hoje.

O centurião viu quando Jesus falou a João, a Maria, ao ladrão na cruz, quando falou do perdão aos que não sabiam da gravidade de seus erros – Tudo isso se repete hoje, quando muitos estão se beneficiando das palavras que o Senhor fala no nosso meio.

Porém aquele homem perdeu a oportunidade de ouvir também para si uma palavra que lhe mudaria definitivamente a vida. Talvez por causa de seus compromissos com o mundo – isto é, o império romano – ou com seus próprios conceitos e opiniões.

Quando já o Salvador não lhe falaria mais é que ele deu conta e exclamou: ERA o Filho de Deus.

Dentro em pouco e o Espírito Santo não falará mais aqui na Terra. Concluirá Sua Obra e dirá também: Está consumado.

Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz…

Apoc. 2:7a

Jairo, eu e você

Depois que Jairo se encontra com Jesus (e isso é uma figura da salvação, o encontro com o Salvador), passa a andar em Sua companhia. O ambiente ao lado do Senhor era muito diferente do ambiente de sua casa, onde havia tristeza e morte.

Andando com Jesus, mesmo antes de ver seu próprio problema solucionado, Jairo viu o de outros crentes como ele sendo resolvidos, como o da mulher hemorrágica.

Porém vieram ao seu encontro seus antigos amigos, que eram sua companhia anterior, com uma má notícia – a filha acabara de falecer.

Jairo poderia ter desistido de continuar andando com Jesus, mas recebeu d’Ele uma boa palavra:

“Não temas, crê somente, e será salva”

Depois que nos encontramos com o Senhor começamos a andar na companhia de Jesus e de Seu povo, num ambiente de paz e alegria, que é a Igreja. Diferente dos ambientes pesados em que vivíamos, onde a morte nos rondava.

Temos visto o Senhor operar na vida dos irmãos e isso fortalece a nossa confiança de que Ele irá operar em nossas vidas também.

Mas ainda assim podemos receber más notícias. Aí será a hora de optarmos entre nos deixar abater pelos maus rumores à nossa volta ou continuarmos a caminhar com o Salvador, crendo que na hora certa Ele irá operar em nosso favor.

Pedro e o peixe que pagou sua dívida

Maurílio Matheus me mandou isto:

Na ocasião em que Pedro foi questionado sobre se seu Mestre pagava tributos (Mat. 17:24) podemos entender que:

  • Pedro tinha um tributo a pagar – isso remete à nossa condição de devedores, como ele.
  • Não temos com que pagar: Salmo 49:8
  • O conselho de Jesus: Pedro deveria ir ao mar e pegar um único peixe.
  • Entre tantos “peixes”, somente um trazia consigo (dentro de si) o valor do resgate (Moeda de prata – salvação)

Era simples mas exigia fé: crer que o único peixe continha dentro de si o valor necessário à salvação. O evangelho é simples, mas é para aqueles que crêem.

O peixe tirado do mar que continha dentro de si o valor da redenção – Tipo do Senhor Jesus que se igualou ao homem pecador para resgatá-lo

Porém seria necessário que o peixe fosse morto para que o tributo fosse pago – A morte vicária e substitutiva do Senhor Jesus.

A redenção estava dentro do peixe à assim como a vida eterna está dentro de Jesus (E o testemunho é este: Que Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida. IJo 5:11-12).

Ótimo isso, não?

Porque não fugir no sábado?

Concluindo o post anterior, em que vimos que há sentido espiritual no conselho de Jesus para que orássemos para que a nossa fuga – a saída da Igreja – não se dê no inverno, veremos agora porque não deve ser também num sábado.

Como dissemos anteriormente, o inverno é uma questão de localização no mundo. Se em algum lugar do mundo é pleno inverno, noutro será pleno verão. Assim também o sábado é relativo à nossa posição quanto ao mundo. Se hoje aqui é sábado, na China pode ainda ser sexta – ou talvez seja domingo.

Insisto em dizer que o sentido aqui é espiritual. Não queremos que o arrebatamento nos surpreenda em inverno espiritual (por isso devemos orar). Não queremos também que a volta de Jesus nos pegue descansando enquanto a Obra continua: O meu Pai trabalha até agora e Eu trabalho também – João 5:17.

Poderíamos alinhar aqui diversos textos sobre esse assunto, mas quero relembrar apenas mais um:

Levantai-vos e andai, porque não será aqui o vosso descanso – Miquéias 2:10

Eu posso dizer, cá comigo, que estou merecendo um descanso, um diazinho só. Só por hoje serei menos zeloso, menos fiel, menos disposto e não estarei à disposição do Senhor para a realização de Sua Obra. Posso assim fazer um “sábado” particular.

Mas terei certeza de que Jesus poderia voltar num dia assim e minha subida com Ele estaria garantida?

Mas como evitar também esse comodismo?

Orai, disse o Senhor Jesus. Precisamos orar e estar constantemente alinhados com o Plano do Senhor para nossa vida.

É isso.

Porque não fugir no inverno?

Prá não ser acusado de preguiça, vou escrever texto novo.

É sobre um conselho que o Senhor Jesus dá no chamado sermão profético, de Mateus 24:20 :

E orai para que a vossa fuga não aconteça no Inverno, nem no sábado;

É bom começar salientando o recorrente conselho bíblico: “ORAI”. Há crentes que esperam que a vida de oração seja resultado de algo espontâneo, num momento especial de visitação de Deus. Isso não encontra base nas Escrituras. É semelhante ao modo como a Palavra trata do amor a Deus e ao próximo, o verbo aparece, também, no imperativo. É uma ordem que devemos nos esforçar para atender.

Vejamos porque a fuga – a saída da Igreja deste mundo, o chamado ARREBATAMENTO – não pode acontecer no inverno. De fato, literalmente, fugir, sair ou correr num inverno como o de Israel, em que há temperaturas abaixo de zero e neve, é bem difícil mesmo.

Mas a mensagem de Jesus não era apenas para os cristãos de Israel. Ele, em Sua onisciência, sabia que o evangelho haveria de infundir a esperança de Sua volta em pessoas do mundo inteiro. Assim, mesmo se não fosse inverno em Israel, o seria em outra parte do mundo, o que privilegiaria um povo em detrimento de outro, coisa que o Justo Juiz jamais faria. Isso porque se estou no hemisfério norte em dezembro, será inverno para mim, mas se estiver no hemisfério sul, será verão. Assim é inverno prá mim dependendo da minha posição na terra. E aqui está o que precisamos saber, o sentido profético do conselho: Qual a minha posição no mundo? Estou próximo do Sol da Justiça – Jesus? Ou estou me distanciando dele, como fica a parte da Terra no inverno, inclinada para longe do sol?

Vale lembrar ainda que o inverno não chega de uma hora para outra. Existe até uma estação que prenuncia sua chegada, o outono, em que se percebe pequenas mudanças ao nosso redor, indicando o fim da estação quente. A frieza espiritual – esse era o problema em que Jesus estava tocando – chega no coração do crente aos p0ucos, gradativamente. E ainda que não possamos impedir a chegada do inverno na natureza, Jesus afirma que a oração é eficaz para deter o inverno espiritual e manter o coração aquecido com o calor do Espírito Santo, mesmo com as voltas que o mundo dá…

Talvez você que lê isso esteja vivendo seu “inverno” particular e não saiba como mudar isso. O conselho do amoroso Senhor é prá você também: Ore. Encontre refúgio e alento nos momentos de intimidade com o Senhor e ouça o Noivo de Cantares de Salomão, tipo de Jesus, dizer ao seu coração:

O meu amado fala e me diz: Levanta-te, amiga minha, formosa minha, e vem.
Porque, eis que passou o Inverno. Cantares 2:10, 11a

Reino contra Reino


O entendimento mais comum da passagem de Mateus 24, em que Jesus fala dos sinais da Sua volta, quando menciona que se levantaria reino contra reino, é de que Ele falava sobre a intranqüilidade desta hora e das guerras entre as nações. Porém muitas vezes Jesus menciona o Reino dos céus, fazendo menção ainda do príncipe deste mundo e do seu reino.

Há uma guerra velada em andamento. Por trás de cada movimento político e cada tendência nos mais diversos setores da sociedade, percebe-se uma sutil articulação do mundo espiritual disputando o terreno mais precioso: o coração do homem. Este é o campo de batalha – a vida do homem.

Porém é uma guerra com final estabelecido pelo Todo-Poderoso. Ele jamais será surpreendido ou enganado. O Senhor Jesus voltará, para estabelecer completamente Seu Reino, afirmam as profecias bíblicas, e executará Seu juízo contra seus adversários, pondo fim definitivo ao reino das trevas.

Mas era comum o exército invasor enviar, com alguma antecedência, embaixadores de paz, para propor um acordo e evitar derramamento de sangue desnecessário, muitas vezes até trazendo melhores condições de vida à cidade ou ao país conquistado.

Deus estabeleceu a Igreja com essa função. A primeira (e exemplar) mensagem pregada pelo Senhor Jesus na Galiléia foi: “Arrependei-vos, porque é chegado o Reino dos Céus!” – Ele propunha desde então um acordo de paz.

Mas, como Ele é o Príncipe da Paz, Sua proposta é muito mais abrangente e envolve não somente paz com Deus, mas também paz na família, na vida profissional e em todos os setores desta vidinha complicada nossa.

“Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; eu não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize.” João 14:27