3 degraus para a resposta da oração

Escuta-meAnteontem eu ia apressado pela rua quando fui abordado por um conhecido, que já visitou nossa igreja, homem temente a Deus e de boa reputação na sociedade local. Ele sorriu pra mim e disse: “Mateus 15, leia lá. Veja a sabedoria daquela mulher”. Não era uma conversa que começava, era só aquilo que ele tinha pra me dizer. Eu prometi, com um sorriso, que leria, ele virou-se e foi embora. Continuei apressado, mas como não me lembrava exatamente a que mulher ele se referia, fiquei curioso até chegar em casa e conferir o texto bíblico.

Em todo o capítulo, a única mulher mencionada é a cananéia anônima, que tinha um sério problema com a saúde de sua filha. Fiquei remoendo essa história enquanto orava ao Senhor para que continuasse falando comigo.

Percebi que desde o momento em que ela decidiu buscar a ajuda do Senhor Jesus, passou por um processo, digamos, que teve as seguintes etapas, os seguintes degraus:

1 – JESUS NÃO LHE RESPONDEU DE PRONTO
Diz o texto que ela expôs sua necessidade, mencionou a profecia sobre a descendência de Davi, tudo direitinho. Jesus não lhe respondeu palavra. Nada. Silêncio absoluto. Talvez falasse com outros à sua volta, mas não com ela. Isso por si só já seria, talvez, motivo para desanimar, para desistir.

Muitas vezes acontece assim ainda hoje. Pedimos ao Senhor, crendo nas profecias, na Palavra do Senhor, temos uma razão justa, um pedido razoável e o apresentamos a Ele e… nada. Silêncio total. Muita gente pára por aí.
Tudo que Deus faz é bom, diz a Bíblia. E diz mais: todas as coisas cooperam para o bem dos que amam a Deus. Isso inclui o silêncio dEle também. Ele tem Suas razões. Tem sua própria maneira de tratar conosco e, frequentemente, está testando nossa perseverança, que é uma qualidade importantíssima na vida do cristão. Se não tivermos pelo menos uma pequena fé, não vamos passar desta etapa.

2 – AS PESSOAS COMEÇARAM A LHE OPOR RESISTÊNCIA
Certamente antes de ir a Jesus, os discípulos devem ter ralhado com ela, feito caras feias, murmurado contra seus clamores. Era também razão suficiente para a maioria de nós desistir. Às vezes até inconscientemente alguém vem dizer uma palavra que tem grande efeito desanimador, nos dando todos os argumentos que necessitaríamos para desistir de confiar em Deus para aquela situação.
Não que nos tornem totalmente descrentes, só nos levam a acreditar que AQUELE pedido específico Deus não vai atender. Se ela parasse de clamar ali, todos iriam compreender… Quem tem uma fé mediana pára por aqui.

3 – JESUS DIZ QUE ELA NÃO MERECIA A BÊNÇÃO
Esse é, talvez, o momento mais difícil para nós. É quando o Senhor nos mostra a verdade: somos INDIGNOS DA ATENÇÃO DE DEUS. Não merecemos a bênção. Simples assim. Jamais seremos, pelos nossos feitos e qualidades, merecedores da resposta de Deus.
Apesar de sabermos disso por ouvir mensagens e estudos com relação aos nossos pecados e à nossa condição diante de Deus, ouvir isso da boca do próprio Deus tem um impacto muito grande em nosso ego, em nossa auto-estima, como dizem.
Essa é a barreira final. A perseverança definirá o resultado. Segundo o texto, a mulher não saiu chorando, em desespero total, nem contestou a afirmação de Jesus, dizendo que não era uma pessoa assim tão má. Ela reconheceu seu estado e a verdade da afirmação de Jesus.
Mas INSISTIU EM PEDIR. Isso para o Senhor Jesus foi a prova de que ela tinha, não uma pequena fé ou uma fé mediana. Esse era o sinal de que em seu coração havia uma fé madura, uma grande fé.

Jó dizia: Ainda que Ele me mate, nEle esperarei.

Assim eu vi, como disse o “profeta da rua” que encontrei, a sabedoria daquela mulher. Que agora é nossa sabedoria também.

2 Tipos de pessoas com quem Jesus fala em Sua casa

No capítulo 2 de Marcos somos informados que Jesus estava em casa, em Cafarnaum. Ali aconteceu o episódio da cura do paralítico, trazido por quatro. Vemos em seguida que Jesus fala por duas vezes.

Na primeira vez o Mestre é movido pelos que criam nEle, ao ver a fé deles, falou sobre o maior problema do ser humano: Seus pecados. E mais, mostrou-se a solução para esse problema. Portanto primeiramente Jesus se dirige aos que creem nEle.

Na segunda vez que fala, o Senhor se dirige aos que não criam nEle, motivado pelo que via em seus pensamentos. A eles o Senhor mostra o sinal da cura do enfermo em questão. Ao contrário da fé, que precisou ser manifesta em ações, bastou a incredulidade incubada nos corações para provocar a repreensão de Jesus.

Daí a gente entende que:

  • A fé provoca a ação; a incredulidade provoca a estagnação.
  • Um milagre nem sempre é provocado pela fé, mas às vezes para provocar a fé.

De todo modo, o melhor lugar para se estar – mesmo se você for um incrédulo – é a casa de Jesus, pois Ele há de falar com você ali. Diz a Bíblia que, no final, TODOS se admiravam e glorificavam a Deus, dizendo: Nunca tal vimos.

Logo para o Egito?

José, esposo de Maria, já havia provado que era um homem nobre, de bom caráter e temente a Deus. Faria de tudo para proteger sua família e cumprir o projeto de Deus na vida deles.

Mas recebeu do anjo do Senhor, que lhe apareceu em sonhos, uma ordem um tanto estranha: “Levanta-te, e toma o menino e sua mãe, e foge para o Egito”. Logo para o Egito, seu anjo? No Egito eles não gostam de judeu, não… E eu sei de uma história de que lá, certa vez, eles mataram milhares de meninos judeus!

Você arriscaria tudo pLogo para o Egito?ara atender a orientação de Deus para sua vida? Iria, como José, contra sua própria razão, acreditando que o lugar mais seguro seria justamente o mais improvável?

A fé e a razão caminham juntas quase todo o tempo. Paulo nos fala do culto racional, que combina as duas. Mas os momentos mais desafiadores de nossa caminhada são aqueles em que a fé aponta para um lado e a razão para o lado oposto. Que o Senhor nos ajude a discernir isso. Amém.

Os dois cálices

Quando criança entendia que o Salvador me livraria do tentador. Apenas isso. Acreditava que era o tentador a quem eu devia temer, pois podia “lançar minha alma e meu corpo no inferno”. Assim eu o via como o governante daquele lugar tenebroso, espetando as pobres almas, com tridentes, em caldeirões enormes.

À medida que a leitura da Palavra foi me amadurecendo e fui provando alimento sólido além do leite, minha compreensão começou a exigir de mim que conciliasse, por exemplo, o texto que citei acima com outros como “resisti ao diabo e ele fugirá de vós”. E agora? Devia temer ou resistir ao inimigo?

Me deparei, então, com textos que falavam de algo muito, muito mais temível que o adversário das almas: a ira do Todo-Poderoso. “Porque do céu se manifesta a ira de Deus sobre toda impiedade e injustiça dos homens” Romanos 1:18. Em meio a essa descoberta terrível, me chamou a atenção uma figura usada algumas vezes no livro de Apocalipse, mas que também aparece isoladamente noutros livros da Sagrada Escritura. Veja em Apocalipse 14:10, 16:19, 19:15. Ali a Bíblia cita o cálice da ira de Deus. Lembrei-me então que o bondoso Salvador, enquanto agonizava pelas nossas culpas, pressentindo o sofrimento que cairia sobre Ele, entre gotas de sangue que suava, pedia: “Afasta de mim este cálice”. Então compreendi isso: Jesus tomou o cálice que era para mim e para você, o cálice da ira de Deus.

Já parou para pensar que não pode ter sido apenas pela dor individual que lhe seria infligida no castigo do madeiro a causa de tanta agonia que lhe sobrevinha? Basta lembrar que muitos de seus seguidores morreriam castigo igualmente cruel, em cruzes, em fogueiras e dilacerados por feras. E muitos destes iam de encontro ao seu suplício cantando louvores, para espanto e consternação de seus próprios algozes. Será que Ele, o Capitão da nossa salvação temeria tanto a cruz, ao ponto de pedir que fosse passada d’Ele? Não, meu amigo, sobre Ele pesava algo muito mais amargo que o sofrimento da cruz: O cálice da ira do Altíssimo.

É por isso que não há outro digno, por isso que não há outro nome pelo qual devamos ser salvos! Só Jesus tomou o nosso cálice até ao fim. E além disso nos ofereceu outro cálice: o que era d’Ele, de Filho amado. Na ceia Ele diz: “bebei dele todos”.

Davi, o poeta/profeta, entendeu isso, ainda que parcialmente, quando afirma que só o seu Bom Pastor poderia preparar uma mesa perante ele em que seu cálice (de bênção) transborda.

OS DOIS CÁLICESJESUS MORREU A MORTE, O CASTIGO DE TODOS OS HOMENS, PARA VIVERMOS A SUA VIDA

Queixa recente no Procon

– Deixa, então, eu entender: Você comprou o campo porque achou nele um tesouro, certo?
– Isso mesmo, moço.
– E agora, porque achou erva daninha que brotou no terreno, não quer mais o campo, correto?
– Pois é… as pessoas passam e veem toda aquela praga que brotou… fico meio constrangido.
– Mas as pessoas não veem o tesouro, não é?
– Não, não senhor…
– E você sabia que o campo era um campo como outro qualquer, não sabia? Sujeito a pragas comuns, que talvez parte dele fosse charco, parte pedregosa…
– É, de fato…
– Mas ficou com ele, tendo vendido tudo o que tinha, por causa do tesouro, não foi?
– Nisso o senhor tem razão.
– E agora tá disposto a perder o tesouro por causa dos problemas do campo?
– Mas, entenda bem, é que… é…
– Será que uma boa limpeza no campo não vai resolver isso não? Pensa mais um pouquinho antes de desfazer seu contrato…