Toc, toc…

Estou à porta e bato

Em Apocalipse 3:20 Jesus afirma que está à porta e bate. 10 entre 10 pregadores afirmam que Ele se refere à porta do nosso coração. Não pretendo destoar deles aqui.

Há diversas passagens nos evangelhos que narram ocasiões em que o Bom Salvador entrou – sempre que solicitado – na casa de diversas pessoas. Na de Pedro entrou acompanhado da bênção da cura da sogra do discípulo. Na casa de Zaqueu levou consigo a salvação. Na casa de Jairo levou a vida – que  havia escapado de lá, levando consigo toda a alegria daquela família.

Ainda hoje Ele se mostra disposto a atender ao nosso convite para entrar. Aliás, Ele insiste nisso. Bate à porta e fala. “Se alguém – diz Ele – ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa”.

Se Jesus ainda não entrou em sua casa, prezado leitor, preste bem atenção, Ele ainda está lá fora, no jardim, na calçada, esperando você (que tem a chave da porta, pois é o dono da casa) abrir-lhe o coração.

Muitos vivem por décadas com Jesus na parte exterior de suas casas, de suas vidas. Alguém que olhe para eles pode mesmo acreditar que Jesus faz parte de suas vidas, pois é visto no exterior de suas vidas. Mas Ele não está la dentro. Isso lá, na Eternidade, fará muita, toda a diferença.

Ouça: toc, toc…

Vida que vence a morte

Veja bem:

Na casa egípcia que não houve um cordeiro morto houve um primogênito morto. Resultado: tristeza.

Na casa hebréia que houve um cordeiro morto, seu primogênito permaneceu vivo. Resultado: alegria

O poder do Sangue do Senhor Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, é de fato um mistério. A religião não entende este segredo, por isso lhe resta em sua casa um primogênito – um Jesus – morto. Essa é a razão do pranto e do lamento.

Em nossas casas, nossos corações, se o primogênito do Pai está vivo – o Cordeiro que foi morto, mas ressuscitou – reina a mesma alegria: A alegria da vitória sobre a morte.

Tome, por exemplo, a história da viúva de Naim. Naquela casa, o pai já era apenas uma lembrança distante. Agora o filho único dela – que não deixa de ser primogênito – morre também.

Ora, a uma mulher cujo marido está ausente e o filho agora é levado morto, resta apenas o choro.

Esse quadro mostra a situação da religião cristã na vida de muitos: uma igreja que age como viúva, pois já perdeu o Pai, que tem um Filho morto. Resta-lhe chorar.

Só o Filho de Deus vivo pode dizer a estes: Não chores.

As bodas de Caná

O primeiro vinho servido no casamento descrito em João cap. 2, era o melhor que o noivo podia providenciar. O mais saboroso e caro, era servido no início da festa, assim era o costume em Israel. Quando todos já haviam bebido bem, servia-se então o vinho inferior.
O noivo não sabia ao certo quando acabaria aquele primeiro vinho, dando início à distribuição do vinho pior.
Esse costume reflete bem a vida do homem. A maioria de nós se preocupa com o primeiro vinho, que nos fala da vida aqui neste mundo, a primeira parte da festa. Geralmente não nos importamos com o que será servido quando este primeiro vinho – esta vida – acabar. Quem de nós sabe quando será?
Vem depois um vinho inferior em qualidade, pois geralmente o homem não se preocupa com a segunda etapa de sua existência – a Eternidade. Ela será sempre inferior.

A não ser que Jesus esteja presente em nossa festa. Aí, por melhor que tenha sido o primeiro vinho, o segundo – a Vida Eterna – será, sempre, muitíssimo melhor.
Este é mais um segredo guardado nas Escrituras para nós.
Convide Jesus para sua festa, sua vida. Ele garantirá que, seja qual for o grau de doçura que você desfrute nesta vida, a outra vida será repleta de felicidade superior.

“E disse-lhe (o chefe da cozinha ao noivo): Todo o homem põe primeiro o vinho bom, e, quando já tem bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vimho.”

João 2:10

AO AMIGO RENATO PEREIRA: OBRIGADO POR COMPARTILHAR ESTA PÉROLA CONOSCO.

Não fazemos bem

O cerco a Samaria, na época do profeta Eliseu, é uma figura profética que apresenta a situação do nosso mundo. Cercado pelo pecado (que separa o homem daqu’Ele que pode suprir todas as suas necessidades), a humanidade perece pela fome e sede – não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor.

Mesmo a partir dos muros da cidade, os habitantes dela não podiam ver o cerco, mas sentiam suas consequências. O desespero entre os moradores era terrível. Assim também hoje o homem não consegue enxergar o cerco que lhe envolve na esfera espiritual. Apenas definha espiritualmente.

Mas, em cumprimento de uma profecia entregue por Eliseu, o Senhor desbarata o exército sírio e os mantimentos deste se tornam a provisão que a cidade necessitava. Porém a vitória de Deus sobre os inimigos de Israel passa desapercebida aos moradores da cidade, com exceção de uns poucos e indignos homens.

Estes saem da cidade e encontram a provisão do Senhor para eles. Comem, bebem, enriquecem-se com ouro, prata e vestidos.

Do mesmo modo, amigos, o Senhor também cumpriu suas antigas promessas, lutou com nossos inimigos e os venceu, ainda que isso passe despercebido por muitos.

Há porém uns poucos e indignos (os servos do Senhor) que acharam esse grande tesouro, descobriram esse grande segredo. Estamos, convenhamos, nos fartando à mesa do Senhor, não é mesmo? Comemos e saciamos nossa sede, enriquecemos a alma com o poder de Deus e Sua redenção (prata e ouro), ganhamos veste de salvação.

Vem então a pergunta: Agimos certo?

A resposta que os do passado deram uns aos outros foi a seguinte:

“Então disseram uns para os outros: Não fazemos bem; este dia é dia de boas novas, e nos calamos. Se esperarmos até à luz da manhã, algum mal nos sobrevirá; pelo que agora vamos, e o anunciemos à casa do rei.”

II Reis 7:9

Foi a tradução da expressão “boas novas” em grego que gerou a palavra EVANGELHO. Porque hoje também é dia de boas novas e se nos calamos acerca delas, não fazemos bem.

Se esperarmos até à luz da manhã (o novo dia, a volta do Senhor Jesus), sem anunciar as boas novas, algum mal – o juízo de Deus – nos sobrevirá. Paulo afirmava: “Ai de mim se não anunciar o evangelho” (I cor. 9:16b).

Podem os conhecidos, vizinhos, parentes, colegas e amigos que tenho falar mal de mim hoje, por lhes insistir em anunciar a Salvação em Jesus.

MAS NÃO QUERO QUE FALEM MAL DE MIM QUANDO ESTIVEREM DIANTE DO TRONO DO SENHOR.

E outra caiu entre espinhos…

“…e os espinhos cresceram, e sufocaram-na”

Se, da mesma maneira com que poderíamos tratar a terra solada ao pé do caminho, cuidarmos para que o novo convertido lance de seu coração os “cuidados do mundo e a sedução das riquezas”, essa terra também permitirá à semente um desenvolvimento saudável.

Assim vemos que a parábola do semeador pode muito nos servir para despertar no coração da igreja a certeza de que vale a pena o esforço empreendido junto aos novos.

Se não for assim, dos visitantes restarão apenas os que já vierem para a igreja com o coração preparado. São aqueles que se firmam, a despeito de nossas muitas falhas ao assistirmos a sua vida. Imaginamos que crescem por si só, afinal são eles os beneficiados mesmo…

Se nos lançarmos a este trabalho de cooperar com o semeador, muito possivelmente a proporção entre a semente lançada diariamente e os frutos colhidos será outra.

Outra caiu entre pedregais…

“…onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque não tinha terra funda; mas vindo o sol, queimou-se, e secou-se, porque não tinha raiz.”

Algumas pessoas, quando recebem a Palavra, conservam no coração certas resistências, reservas da dureza natural do coração humano. A princípio essas coisas parecem não impedir a integração da pessoa na igreja e algumas poucas experiências com Deus.

Porém, com a saída do sol das lutas, essas pequenas coisas ganham muita importância. São como as pedras ocultas sob a superfície recebem e retém mais calor do que a terra ao redor. E isso é capaz de matar a raiz que garantiria a vida da plantinha recém nascida.

Por isso é bom a gente logo tratar dessas pequenas reservas que nosso coração costuma guardar, levando-as diante do Senhor em oração. Dúvidas, reclamações e possíveis saudades de pecados já abandonados, sem falar nos que ainda insistem em nos acompanhar.

Amanhã a gente fala dos dois tipos de terrenos restantes.

Saiu o semeador a semear

Já te pareceu falar de Jesus para uma pessoa que não pretende te ouvir? Ou já se deparou com alguém que dois ou três dias depois de uma experiência maravilhosa com Deus parece que nunca esteve na igreja? Ou então outro que havendo começado muito bem na caminhada parece ter perdido toda a alegria de servir ao Senhor com o passar de alguns meses, parecendo que salvação para ele é um grande fardo, que leva aos suspiros? Pois é disso que trata essa parábola.

Esta é a primeira das sete parábolas de Mateus 13. O próprio Senhor Jesus afirma que a semente é a Palavra de Deus. Assim já sabemos que a semente é boa. As diferenças observadas na colheita em cada solo se devem à variedade do terreno, o modo com que cada tipo de coração interage com a semente-Palavra.

Para que este post não fique muito extenso vamos ver o primeiro tipo de solo mencionado na estória do Professor:

E, quando semeava, uma parte da semente caiu ao pé do caminho, e vieram as aves, e comeram-na; – Mateus 13:4

É já comum aos pregadores da Palavra associar esse tipo de terreno com o coração endurecido pelos muitos “pisões” que leva, as decepções da vida, que tornam o homem resistente a qualquer tipo de semente que queira entrar.

Mas o que queremos salientar é que mesmo este tipo de coração pode ser trabalhado. Claro que haveremos de empenhar mais esforço, afinal será necessário quebrar e esterroar para que se possa entranhar a semente que, teimosa, trará vida àquele solo morto.

Esse é o tipo mais árduo de assistência que há. Espantar as aves que rodeiam o coração do homem, usar a ferramenta certa – oração, jejum, madrugada, visitas, serenatas – para quebrantar o solo petrificado.

Mas, qual o homem duro o suficiente para resistir à ação do Espírito Santo?

Escutai vós, pois, a parábola do semeador.
Ouvindo alguém a palavra do reino, e não a entendendo, vem o maligno, e arrebata o que foi semeado no seu coração; este é o que foi semeado ao pé do caminho; Mateus 13:18, 19

E desta outra história, você se lembra?

E, correndo Filipe, ouviu que lia o profeta Isaías, e disse: Entendes tu o que lês?
E ele disse: Como poderei entender, se alguém me não ensinar? Atos 8: 30, 31a