As bodas de Caná

O primeiro vinho servido no casamento descrito em João cap. 2, era o melhor que o noivo podia providenciar. O mais saboroso e caro, era servido no início da festa, assim era o costume em Israel. Quando todos já haviam bebido bem, servia-se então o vinho inferior.
O noivo não sabia ao certo quando acabaria aquele primeiro vinho, dando início à distribuição do vinho pior.
Esse costume reflete bem a vida do homem. A maioria de nós se preocupa com o primeiro vinho, que nos fala da vida aqui neste mundo, a primeira parte da festa. Geralmente não nos importamos com o que será servido quando este primeiro vinho – esta vida – acabar. Quem de nós sabe quando será?
Vem depois um vinho inferior em qualidade, pois geralmente o homem não se preocupa com a segunda etapa de sua existência – a Eternidade. Ela será sempre inferior.

A não ser que Jesus esteja presente em nossa festa. Aí, por melhor que tenha sido o primeiro vinho, o segundo – a Vida Eterna – será, sempre, muitíssimo melhor.
Este é mais um segredo guardado nas Escrituras para nós.
Convide Jesus para sua festa, sua vida. Ele garantirá que, seja qual for o grau de doçura que você desfrute nesta vida, a outra vida será repleta de felicidade superior.

“E disse-lhe (o chefe da cozinha ao noivo): Todo o homem põe primeiro o vinho bom, e, quando já tem bebido bem, então o inferior; mas tu guardaste até agora o bom vimho.”

João 2:10

AO AMIGO RENATO PEREIRA: OBRIGADO POR COMPARTILHAR ESTA PÉROLA CONOSCO.

Não fazemos bem

O cerco a Samaria, na época do profeta Eliseu, é uma figura profética que apresenta a situação do nosso mundo. Cercado pelo pecado (que separa o homem daqu’Ele que pode suprir todas as suas necessidades), a humanidade perece pela fome e sede – não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do Senhor.

Mesmo a partir dos muros da cidade, os habitantes dela não podiam ver o cerco, mas sentiam suas consequências. O desespero entre os moradores era terrível. Assim também hoje o homem não consegue enxergar o cerco que lhe envolve na esfera espiritual. Apenas definha espiritualmente.

Mas, em cumprimento de uma profecia entregue por Eliseu, o Senhor desbarata o exército sírio e os mantimentos deste se tornam a provisão que a cidade necessitava. Porém a vitória de Deus sobre os inimigos de Israel passa desapercebida aos moradores da cidade, com exceção de uns poucos e indignos homens.

Estes saem da cidade e encontram a provisão do Senhor para eles. Comem, bebem, enriquecem-se com ouro, prata e vestidos.

Do mesmo modo, amigos, o Senhor também cumpriu suas antigas promessas, lutou com nossos inimigos e os venceu, ainda que isso passe despercebido por muitos.

Há porém uns poucos e indignos (os servos do Senhor) que acharam esse grande tesouro, descobriram esse grande segredo. Estamos, convenhamos, nos fartando à mesa do Senhor, não é mesmo? Comemos e saciamos nossa sede, enriquecemos a alma com o poder de Deus e Sua redenção (prata e ouro), ganhamos veste de salvação.

Vem então a pergunta: Agimos certo?

A resposta que os do passado deram uns aos outros foi a seguinte:

“Então disseram uns para os outros: Não fazemos bem; este dia é dia de boas novas, e nos calamos. Se esperarmos até à luz da manhã, algum mal nos sobrevirá; pelo que agora vamos, e o anunciemos à casa do rei.”

II Reis 7:9

Foi a tradução da expressão “boas novas” em grego que gerou a palavra EVANGELHO. Porque hoje também é dia de boas novas e se nos calamos acerca delas, não fazemos bem.

Se esperarmos até à luz da manhã (o novo dia, a volta do Senhor Jesus), sem anunciar as boas novas, algum mal – o juízo de Deus – nos sobrevirá. Paulo afirmava: “Ai de mim se não anunciar o evangelho” (I cor. 9:16b).

Podem os conhecidos, vizinhos, parentes, colegas e amigos que tenho falar mal de mim hoje, por lhes insistir em anunciar a Salvação em Jesus.

MAS NÃO QUERO QUE FALEM MAL DE MIM QUANDO ESTIVEREM DIANTE DO TRONO DO SENHOR.

Oportunidades perdidas

Em Marcos 15:39 lemos:

E o centurião, que estava defronte dele, vendo que assim clamando expirara, disse: Verdadeiramente este homem era o Filho de Deus.

Aquele centurião é como muitos que estão presenciando, dentro da Igreja, o que Deus, o Espírito Santo, está falando. Assim como aquele homem testemunhou as últimas palavras de Deus, o Filho, antes que se silenciasse, muitos estão tendo a mesma oportunidade hoje.

O centurião viu quando Jesus falou a João, a Maria, ao ladrão na cruz, quando falou do perdão aos que não sabiam da gravidade de seus erros – Tudo isso se repete hoje, quando muitos estão se beneficiando das palavras que o Senhor fala no nosso meio.

Porém aquele homem perdeu a oportunidade de ouvir também para si uma palavra que lhe mudaria definitivamente a vida. Talvez por causa de seus compromissos com o mundo – isto é, o império romano – ou com seus próprios conceitos e opiniões.

Quando já o Salvador não lhe falaria mais é que ele deu conta e exclamou: ERA o Filho de Deus.

Dentro em pouco e o Espírito Santo não falará mais aqui na Terra. Concluirá Sua Obra e dirá também: Está consumado.

Quem tem ouvidos ouça o que o Espírito diz…

Apoc. 2:7a

Servo pródigo ou filho devedor?

Já parou pra pensar no que havia por trás da decisão do filho pródigo – palavra que significa “esbanjador, dissipador” – quando despertou para sua real situação e planejou voltar para a casa do pai?

Ele pensou:

“Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe-ei:…

…faze-me como um dos teus jornaleiros.”

Lucas 15:18, 19b

Desse modo ele trabalharia durante a jornada diária e, ao fim de cada tarde, exigiria o pagamento pelo seu trabalho. Parece justo, mas é um modo de deixar o pai como seu devedor, invertendo até mesmo a ordem das coisas conforme estabelecida por Deus ao criar a família.

Às vezes o homem acha que, por trabalhar na casa do Pai, pode se tornar credor de Deus. Mas o pai sabia muito bem como frustrar esse projeto do coração rebelde do filho.

Ao restaurar sua condição na casa o pai tapou a boca do rapaz, rejeitando seus argumentos.

A partir dali, a cada manhã, quando acordasse em uma cama limpinha, com o café pronto na mesa e todas as demais regalias que tinha à sua disposição na casa do pai, o filho pensaria consigo mesmo:

SOU UM DEVEDOR

(de uma dívida impagável…)

O pedido de Jacó

Vale a pena lermos o texto:

9 – Disse mais Jacó: Deus do meu pai, Abraão, e Deus do meu pai, Isaque, ó Senhor, que me disseste: Torna à tua terra, e à tua parentela, e far-te-ei bem;

10 – Menor sou eu que todas as beneficências e que toda a fidelidade que tiveste com o teu servo; porque com meu cajado passei este Jordão, e agora me tornei em dois bandos. Gen. 32:9,10

CONTEXTO

Jacó havia saído muitos anos antes da casa do pai, Isaque. Agora estava retornando para lá. Sua preocupação era o modo como o pai e – especialmente – o irmão mais velho o receberiam, por isso ele faz essa oração.

Podemos ver aqui a tipificação de nosso retorno à casa do Pai celestial, de onde o homem saiu há muito tempo atrás. Como seremos recebidos lá, na casa do Pai, na Eternidade? Essa é nossa preocupação agora.

Já temos recebido muitas bênçãos, mas ainda não chegamos à casa do Pai, por isso oramos e buscamos a bênção do Senhor também.

O PEDIDO DE JACÓ

  1. “Deus de meu pai Abraão” – O Deus de quem Jacó ouviu falar. Porém não presenciou as experiências de Abraão. Assim também nós temos notícias dos feitos de Deus no passado, mas não são elas que nos definem espiritualmente.
  2. “Deus de meu pai Isaque” – Jacó aqui se refere às experiências que ele testemunhou em sua casa, na vida de seu pai. Nós temos também presenciado experiências na vida de nossos irmãos e familiares.
  3. “Senhor” – Agora Jacó nos convence de que possuía sua própria experiência com Deus.
  4. “Tu que me disseste” – Assim como Jacó podemos dizer que temos ouvido a voz do Senhor, nos chamando para voltarmos à casa do Pai.
  5. “E far-te-ei bem” – O convite do Senhor ao homem segue acompanhado de uma promessa – o bem.
  6. “Menor sou eu que todas as beneficências e que toda a fidelidade que tiveste com o teu servo” – Jacó queria dizer que não estava à altura das bênçãos que havia recebido do Senhor – Era um servo devedor, como nós.
  7. “Com meu cajado passei este Jordão” – Ele se recorda do início da sua caminhada. Assimcomo ele, nós não tínhamos senão a direção do Espírito Santo.
  8. “agora me tornei em dois bandos” – Jacó havia acumulado tanta riqueza que precisou dividir em duas partes a sua caravana. Nós também temos sido muito abençoados em dois tipos de riqueza: provisão material e provisão espiritual.

Ele então pede que o Senhor lhe dê uma bênção quando encontrasse com seu irmão. Apesar das falhas de Esaú, ele foi o primogênito do pai Isaque e era agora o que gerenciava a casa.

Nesse aspecto Esaú nos lembra da pessoa do Senhor Jesus, que também é o Primogênito do Pai e por quem queremos ser bem recebidos ao chegar ao céu, a casa do Pai.

Deus ouviu a oração de Jacó e o primogênito do pai o recebeu com um abraço e uma palavra de paz. Assim também queremos ser recebidos pelo Senhor Jesus, em paz:

Então dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos do meu Pai, possui por herança o reino que vos está preparado, desde a fundação do mundo; Mateus 25:34

Jairo, eu e você

Depois que Jairo se encontra com Jesus (e isso é uma figura da salvação, o encontro com o Salvador), passa a andar em Sua companhia. O ambiente ao lado do Senhor era muito diferente do ambiente de sua casa, onde havia tristeza e morte.

Andando com Jesus, mesmo antes de ver seu próprio problema solucionado, Jairo viu o de outros crentes como ele sendo resolvidos, como o da mulher hemorrágica.

Porém vieram ao seu encontro seus antigos amigos, que eram sua companhia anterior, com uma má notícia – a filha acabara de falecer.

Jairo poderia ter desistido de continuar andando com Jesus, mas recebeu d’Ele uma boa palavra:

“Não temas, crê somente, e será salva”

Depois que nos encontramos com o Senhor começamos a andar na companhia de Jesus e de Seu povo, num ambiente de paz e alegria, que é a Igreja. Diferente dos ambientes pesados em que vivíamos, onde a morte nos rondava.

Temos visto o Senhor operar na vida dos irmãos e isso fortalece a nossa confiança de que Ele irá operar em nossas vidas também.

Mas ainda assim podemos receber más notícias. Aí será a hora de optarmos entre nos deixar abater pelos maus rumores à nossa volta ou continuarmos a caminhar com o Salvador, crendo que na hora certa Ele irá operar em nosso favor.

Mudamos de novo…

Caros e pacientes amigos,

Sei que já é o terceiro tema que uso na aparência da página, me perdoem. É que estou ainda aprendendo a utilizar o serviço da WordPress, que é quem hospeda a página.

Estou procurando um que facilite a leitura para nós, os mais velhos.

Gostei deste, deve permanecer por bom tempo.

Abraços, Zé.

Fogo de Deus?

“Estando este ainda falando, veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os moços, e os consumiu, e só eu escapei, para te trazer a nova.” Jó 1:16

A Revelação do Espírito Santo nos coloca numa situação privilegiada: Nos traz o conhecimento do que se passa na Eternidade, os propósitos de Deus.

Observe bem: Eu e você que temos essa história registrada na Palavra, sabemos que os eventos extraordinários que cercaram Jó eram o resultado de um outro evento na presença do Senhor. Sabemos que Este deu ao adversário a liberdade para interferir na vida de Jó. Assim, eu e você sabemos que aquele fogo NÃO vinha de Deus, mas do maligno.

Porém o empregado de Jó, que assistiu àquela cena, não sabia disso. Viu fogo cair do céu e pensou: Fogo não cai assim do céu, isso só pode vir de Deus – e assim proclamou.

Vivemos dias em que há muita manifestação de fogo – inclusive de artifício – mas, será que esse fogo vem de Deus? Curas, milagres, multidões… é mesmo o fogo de Deus que está no meio disso tudo? Um desavisado talvez dirá: Sim, é fogo de Deus!

Fogo que acende heresias e promove a apostasia no meio cristão, será mesmo de Deus?

A Revelação – o conhecimento do projeto de Deus, de Seus propósitos – é quem nos ajuda a compreender o momento que estamos vivendo.

Agora, cá entre nós: Você acha mesmo que o fogo de Deus consome ovelhas e pastores?

“E os discípulos … disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma…? Voltando-se porém (Jesus) repreendeu-os e disse: Vós não sabeis de que espírito sois.”                   Lucas 9:54,55

“E vi subir da terra outra besta… e faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse…”                   Apoc. 13:11a, 13

Toda casa tem dracmas – ou devia ter…

Quando fala da mulher que perdeu uma dracma na parábola contada em Lucas 15:8,9 Jesus deixa um ensino importante sobre a família.
Na verdade, quando Deus criou a família deu a ela um conjunto de valores que são a sua verdadeira riqueza.
Coisas como lealdade, confiança, amor, companheirismo, paciência, tolerância, disciplina, conselho… e outras tais.
Esses reais valores estão se perdendo em algumas casas e as pessoas não estão lhe dando o devido valor.
A dracma era uma moeda de pequeno valor comercial e, para alguns, talvez nem fizesse falta. Perde-se uma hoje, outra amanhã…
Mas aquela (sábia) mulher, ao primeiro sinal de perda tomou logo suas providências:

  • Acendeu a candeia – Não é de se espantar que em uma casa às escuras as coisas se perdessem. Se não houver em nossa casa a luz verdadeira que alumia o mundo, não há como se conservar seus reais valores. Acender a candeia é ter o coração cheio do Espírito Santo e a casa conduzida na orientação do Senhor, à luz dos dons espirituais.
  • Varre a casa – Mesmo as sujeiras mais finas, que entram pelas pequenas brechas, precisam ser retiradas. Enquanto resgatava seu valor perdido, aquela mulher purificava sua casa. Precisamos disso também em nossos lares.

Mas ninguém varre uma casa no escuro. Não dá certo. É preciso fazer essas coisas na mesma sequencia: Acender a candeia e, então, varrer a casa. Há pessoas que querem limpar sua vida antes de aceitar Jesus em sua casa. Mas é Ele quem lhe dará condição de limpar sua casa e sua família.
Depois disso a alegria dela transbordou para seus amigos e vizinhos.

Chorando pela própria família

Diz a Palavra do Senhor que Davi com seus soldados, ao voltar de uma campanha vitoriosa para sua cidade, Ziclague, encontrou sua casa queimada a fogo, saqueada e sem sua família.

Davi não blasfemou – mas ficou amargurado.
Davi não murmurou – mas ficou muito abatido.
Davi não pecou contra Deus – mas encontrou forças n’Ele.

Diz o texto (I Samuel 30) que Davi chorou até não ter mais forças.
Chorou por seu lar até não ter mais forças

Às vezes, mesmo tendo vitórias fora de nosso lar, prosperando nos estudos e no trabalho, o homem encontra seu lar em ruínas.
Ao invés de blasfemar, murmurar ou pecar contra Deus, o servo do Senhor chora. Chora aos pés do Senhor, procurando forças n’Ele.

Muitos de nós já aprendemos isso. Temos orado, jejuado e madrugado pelos familiares.
Mas será que estamos imitando Davi no seu comportamento que o levou a um lar mais enriquecido?
(Eles perseguiram os amalequitas sob orientação de Deus e resgataram a família e ainda saquearam os inimigos)

Davi chorou enquanto teve forças.
Às vezes choramos por um ou dois dias depois de constatar que os filhos estão se distanciando de nós ou do Senhor.
Às vezes jejuamos por uma semana quando desconfiamos que podem não estar vivos mais – espiritualmente.

Faça como Davi. Chore ATÉ NÃO TER MAIS FORÇAS. Mesmo sob ameaças, como Davi, que quase foi apedrejado.

“…põe as minhas lágrimas no teu odre; não estão elas no teu livro?” Salmo 56:8

“… de jejuar estão enfraquecidos os meus joelhos…” Salmo 109:24