Candeia cheia eu quero sim – e reserva também

No Evangelho de Mateus, no capítulo 25, Jesus fala sobre as noivas que aguardavam a chegada do noivo. A semelhança entre elas era grande. Todas noivas, virgens, com vestes nupciais e candeia. A diferença parece pequena – a falta de uma reserva de azeite.

Porém, como a candeia é pequenina, sua luz precisava ser conservada com o abastecimento com mais óleo. Assim também é o nosso coração.

Alguns vivem uma experiência que lhes enche o coração. Uma cura, ou uma palavra, um culto “especial” ou dom espiritual. Por alguns instantes ficam cheios da graça do Senhor. Porém a noite espiritual continua avançando e é preciso manter a luz acesa, para nos identificarmos junto ao Noivo.

A minha e a sua experiência que tivemos ontem, caro amigo, não é suficiente para hoje. Precisamos de mais e mais contato com o Senhor, candeia – coração – com óleo – Espírito Santo. Abasteçamos nossas reservas com mais oração, mais dedicação, mais santificação. A santificação de ontem é a bênção de hoje. Mas precisamos nos preparar para que não falte a bênção de amanhã, santificando hoje.

É também para nós o solene aviso:

EIS O NOIVO, SAÍ-LHE AO ENCONTRO!

Fogo de Deus?

“Estando este ainda falando, veio outro e disse: Fogo de Deus caiu do céu, e queimou as ovelhas e os moços, e os consumiu, e só eu escapei, para te trazer a nova.” Jó 1:16

A Revelação do Espírito Santo nos coloca numa situação privilegiada: Nos traz o conhecimento do que se passa na Eternidade, os propósitos de Deus.

Observe bem: Eu e você que temos essa história registrada na Palavra, sabemos que os eventos extraordinários que cercaram Jó eram o resultado de um outro evento na presença do Senhor. Sabemos que Este deu ao adversário a liberdade para interferir na vida de Jó. Assim, eu e você sabemos que aquele fogo NÃO vinha de Deus, mas do maligno.

Porém o empregado de Jó, que assistiu àquela cena, não sabia disso. Viu fogo cair do céu e pensou: Fogo não cai assim do céu, isso só pode vir de Deus – e assim proclamou.

Vivemos dias em que há muita manifestação de fogo – inclusive de artifício – mas, será que esse fogo vem de Deus? Curas, milagres, multidões… é mesmo o fogo de Deus que está no meio disso tudo? Um desavisado talvez dirá: Sim, é fogo de Deus!

Fogo que acende heresias e promove a apostasia no meio cristão, será mesmo de Deus?

A Revelação – o conhecimento do projeto de Deus, de Seus propósitos – é quem nos ajuda a compreender o momento que estamos vivendo.

Agora, cá entre nós: Você acha mesmo que o fogo de Deus consome ovelhas e pastores?

“E os discípulos … disseram: Senhor, queres que digamos que desça fogo do céu e os consuma…? Voltando-se porém (Jesus) repreendeu-os e disse: Vós não sabeis de que espírito sois.”                   Lucas 9:54,55

“E vi subir da terra outra besta… e faz grandes sinais, de maneira que até fogo faz descer do céu à terra à vista dos homens. E engana os que habitam na terra com sinais que lhe foi permitido que fizesse…”                   Apoc. 13:11a, 13

O Bezerro de Ouro e o Cristianismo atual

O famoso ídolo que manchou a história de Israel em sua jornada rumo à terra prometida foi o resultado da soma de um povo incrédulo mais um ministério que queria agradar a este povo e não ao Senhor.

Isso pode ser confirmado quando lemos que o povo procurou Arão para dizer a ele que não sabia o que havia acontecido com seu resgatador – Moisés – e que queria deuses que fossem adiante dele. Arão, ao invés de dar ao povo um conselho sábio, orientando-o a esperar no Senhor, se põe à disposição da multidão para satisfazer sua loucura.

Mas seu trabalho tinha um preço: cada um entregou seus brincos de ouro ao sacerdote para que este produzisse seu ídolo, que tinha uma forma bastante apropriada, o bezerro.

Isso se repete hoje quando uma multidão que não sabe sobre seu Resgatador – o Senhor Jesus – e não espera pela Sua volta, busca um ministério que corresponda suas incredulidades. Um povo que quer deuses, sem se importar com o projeto do Deus verdadeiro, apostatando da verdadeira fé.

Esse povo obstinado acha uma contra-partida num ministério que não tem compromisso com o projeto do Senhor e que dirá o que o povo quer ouvir, lhe apresentando deuses que são, nada menos, que a representação de sua carnalidade – representada no bezerro.

Mas esse ministério caído cobra um preço – literalmente – e pede seu ouro que, curiosamente, procede de suas orelhas. Aí está mais um indício de nosso tempo: o homem apóstata entrega sua grande riqueza, o ouvir a voz de Deus, à religião, que torna esse homem surdo para a voz do Espírito Santo. Por isso eles não “tem ouvidos para ouvir a voz do Espírito”.

Mas a idolatria agrada ao homem porque ele se sente “dono” de seu Deus – afinal um pouco de seu ouro está ali – e pode fazer dele o que quiser, se tornando criador ao invés de criatura.

Esse comportamento do povo apressou a descida de Moisés, a quem o Senhor disse:

“Vai, desce; porque o teu povo, que fizeste subir do Egipto, se tem corrompido. E depressa se tem desviado do caminho que eu lhes tinha ordenado”

Tomara que a apostasia atual sirva, pelo menos, para apressar também a volta do Senhor Jesus

Moisés, ao chegar executa juízo sobre os idólatras, que tiveram que beber a água amarga de seu pecado. Assim também está reservada água de amargura para os que vivem de heresias.

“Pôs-se em pé Moisés, na porta do arraial, e disse: Quem é do Senhor, venha a mim. Então se ajuntaram a ele todos os filhos de Levi.” Exodo 32:26