Sobre a tal da proatividade…

O primeiro livro de Samuel registra que em certa ocasião, quando estava sendo perseguido por Saul e fugindo dele, Davi chegou à seguinte conclusão:

…Ora, ainda algum dia perecerei pela mão de Saul; não há coisa melhor para mim do que escapar apressadamente para a terra dos filisteus”

I Samuel 27:1

Ao avaliar sua situação, viu que o que fazia, até então, era apenas reagir às investidas do perverso rei de Israel e, assim, Davi entende que estava em franca desvantagem. Ele apenas esperava qual a ação seguinte de seu perseguidor para, só então, tomar uma providência – ou seja, reagir.

Reagir é responder a um estímulo, a uma provocação ou a uma ameaça. Isso é natural, significa que estamos vivos. É assim que os médicos avaliam a condição de uma pessoa atingida num acidente, por exemplo.

Quando, porém, paramos para verificar, como Davi fez, qual tem sido nosso comportamento normal, ordinário e constatamos que não temos feito nada diferente de reagir, precisamos nos posicionar de modo diferente, buscando o controle da situação. Agir com antecedência, com prazo para calcular melhor os resultados de nossas ações, nos dá uma posição de notável vantagem.

O pequeno bando de Davi era muito mais fraco do que o exército que estava à disposição do rei Saul e, mais dia menos dia, isso ia acabar significando seu encurralamento e sua consequente e certeira derrota. Isso só não aconteceu porque Davi parou pra pensar e criou uma estratégia.

Conhecendo o contexto dessa história, você notará, inclusive, que Davi tomou uma atitude drástica e arriscada – foi buscar abrigo nos mais atrozes inimigos de Israel naquela ocasião, os filisteus. E, pra piorar, lembre-se de que, pouco tempo antes, esse mesmo Davi tinha sido responsável por uma das derrotas mais humilhantes daquele povo junto ao qual ele agora procurava abrigo. Davi tinha matado o campeão deles e desencadeado uma batalha da qual os filisteus saíram com um enorme prejuízo em termos materiais e de soldados, mortos no campo ao final daquele embate. As chances de conseguir apoio ali eram, de fato, mínimas.

Por falar nessa famosa batalha, podemos considerar também que Davi foi proativo quando os israelitas estavam congelados de pavor diante da silhueta ameaçadora do gigante.

Ser proativo pode nos levar a encontrar soluções inusitadas e surpreendentemente eficazes diante das nossas batalhas pessoais, que talvez estejam se arrastando por anos, décadas até.

Por fim, trago à lembrança que Davi foi um homem segundo o coração de Deus, Aquele mesmo, cuja iniciativa criou – do nada – tudo que existe.

Que o Senhor nos abençoe.

2 comentários sobre “Sobre a tal da proatividade…

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