Ciência e Fé – a Torre de Babel

O debate entre Ciência e Fé parece não ter fim. Cada qual com seus defensores procura argumentos que, enfim, possam convencer a ambos os lados de que está alinhado com a verdade das coisas.

A história bíblica da construção da Torre de Babel nos ajuda a compreender, no entanto, o papel destinado a cada um, Ciência e Fé. Vejamos:

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O uso de tijolos e betume era uma tecnologia já dominada pelos habitantes daquela região, que fica onde hoje é o Iraque. Por certo já havia sido utilizada na construção de casas, pontes, praças e em diversas outras aplicações da vida cotidiana.

A história registrada nas Escrituras (que você pode conferir clicando aqui, vai abrir outra aba do navegador) nos conta que o mero uso da tecnologia não foi o que desagradou o Todo-Poderoso. O problema começou quando eles acharam que poderiam transcender – isto é, deixar esta vida terrena e alcançar o divino, o eterno – usando aquela tecnologia. Deus, sabendo que isso era impossível pois transpunha limites que Ele mesmo estabeleceu, confundiu a língua deles, de sorte que não se entendiam mais.

A tecnologia, em si, não é pecado. A razão em si não é pecado, bem como o que deriva dela, filosofias e todas as outras ramificações da ciência. São recursos que temos para a construção desta vida aqui, para nossa existência terrena. Mas lembre-se: Jesus disse que não ficará pedra sobre pedra que não seja derribada um dia (leia mais sobre isso clicando aqui)

Só existe uma “construção” que, da Terra toca nos Céus: É a Igreja Fiel, um edifício vivo, a Obra que o Espírito Santo está realizando no nosso meio, na vida de homens e mulheres. Queremos, sim, chegar ao céu, mas passando pelo único e vivo caminho, aberto pelo sacrifício perfeito do Cordeiro de Deus.

Quem rejeita o sangue de Jesus, este novo e vivo caminho que Ele nos consagrou, está tentando por outros meios (ainda que aparentemente piedosos) alcançar a Eternidade e estará fadado à confusão como nos dias de Babel.

Portanto, vamos lembrar do conselho de Pedro, na sua segunda carta, no capítulo 3:18:

Antes crescei na graça (através da Fé) e conhecimento (através da Ciência).

Portanto, cresçamos!

Na Ciência – leia, estude, pesquise, investigue, aplique, construa, reforme, compre e venda, seja uma pessoa melhor, um profissional melhor, um cidadão melhor.

Na Fé – Ore, leia e estude a Bíblia, congregue, ajude, abrace, conforte, ensine, torne a orar e jejue também, além de muitas outras coisas que fortalecem a fé verdadeira, que vem do alto e nos levará de volta com ela, pois por meio dela seremos salvos.



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Aquele que leva a preciosa semente

sow-thinly-400x267Há muitas sementes baratas, são assim porque não produzem bom fruto, nada desejável brota a partir delas. Às vezes lançamos sementes assim: murmurações, queixas, mágoas… que esperar de uma semeadura como essa?

 

Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo o que o homem semear, isso também ceifará.                                                                                         Gálatas 6:7

Mas o salmo 126 nos fala da “preciosa semente”. Precioso é algo que tem alto preço, algo valioso. Poderíamos fazer diversas associações aqui, mas quero ligar essa expressão com a oração. Assim como o semeador, quem tem vida de oração sabe que existe um tempo de espera para aquele que lança sua súplica diante de Deus. Sabe também que às vezes semeamos com lágrimas, em meio a lutas e tristezas das mais diversas, que pontuam a nossa jornada aqui.

Fomos aconselhados pelo Salvador (João 16:33) a passar por esta terra de aflições com bom ânimo. Isso não quer dizer que seríamos inconsequentes, que não consideram as agruras deste tempo, rindo tolamente de tudo e de todos. Não se trata de “ficar animado”, antes é preciso manter o ânimo para: orar, jejuar, ler e estudar a Palavra de Deus. É assim que fomos ensinados a enfrentar as presentes aflições.

Mas quero encerrar esta pequena consideração com ênfase no seguinte: Mesmo tentados a “parar pra chorar”, o salmo deixa uma promessa maravilhosa para o que leva a preciosa semente (da oração) andando e chorando. Mesmo chorando, eu e você não podemos parar, devemos prosseguir neste Caminho e, em breve, abraçaremos, sem dúvida e com alegria, os nossos molhos!

Apareça a Tua Obra aos Teus servos

Foi isso que escreveu Moisés:

Apareça a tua obra aos teus servos, e a tua glória sobre seus filhos.

Salmos 90:16

Você sabia que foi esse mesmo Moisés quem escreveu o livro de Gênesis? Ali vemos como Deus criou todas as coisas, realizando Sua Obra Criadora. Mas, se essa Obra está diante dos nossos olhos, se “os céus proclamam a glória de Deus e o firmamento a Obra de Suas mãos”, o que mais Moisés espera de Deus? Por que ele pede que a Obra de Deus “apareça”?

O que precisa aparecer está, certamente, oculto aos nossos olhos. Havia uma Obra ainda oculta aos olhos de Moisés. É a que podemos chamar de Obra Redentora, a execução de um projeto maravilhoso de salvação, que só seria desvendado na vinda do Senhor Jesus, o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo.

Precisamos orar como Moisés e pedir: Revela a Tua Obra, Senhor, no meio dos anos faze-a conhecida! Se isso acontecer conosco, amigos, se conhecermos por revelação essa Obra Redentora, o desdobramento, a consequência disso será que Deus há de revelar a Sua glória aos nossos filhos – foi isso que Moisés pediu.

É um pedido atual e urgente, afinal o mundo está bombardeando nossos filhos de dia e de noite, oferecendo a eles a glória deste mundo, uma ilusão que serve de isca para a escravidão do pecado. O maligno ofereceu isso ao próprio Filho de Deus, no monte, onde mostrou a glória dos reinos deste mundo. Jesus o venceu pela Palavra, pois é ela, a Palavra que revela a glória de Deus. Se os nossos filhos virem a glória de Deus não serão seduzidos pela glória do mundo.

“E o mundo passa, e a sua concupiscência (sua aparência, sua glória); mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.”

1 João 2:17

A mulher que tu me deste

O primeiro cafajeste (sim, depois dele vieram hordas inumeráveis) não pensou duas vezes antes de tentar desviar de si qualquer responsabilidade pela tragédia da queda causada pelo seu pecado.  Tragédia que agora o cercava e cercaria também, por herança, toda a sua extensa descendência – eu, você e todos os outros. Diante d’Aquele que é o mais justo dos juízes, cuja onisciência é testemunho suficiente, declarou, arrogante, que  a mulher que Ele, o Senhor lhe dera, era a culpada, esquecendo-se que Eva estava sob sua direta tutoria e inteira responsabilidade, afinal ele era o cabeça.

Tentando passar de acusado a acusador se vê no direito – já que “todo mundo errou, menos ele” – de dar o veredito no julgamento em que ele próprio era réu, veja bem como o ser humano caído é contraditório e capaz de absurdos desde o princípio! Um julgamento que se instaurou com a chegada do Dono de tudo, à vista de quem ele mesmo, Adão, se escondera, talvez por “mera precaução”…

Assim, amigos, desde os primórdios da nossa história os seres humanos enxergam nos supostos – e mesmo nos efetivos – erros dos outros os argumentos suficientes para sacudir de sobre si o governo do Todo-Poderoso. Decide assumir o timão de sua própria embarcação, cuja deriva certa a partir de então vai deixar claro que essa é a mais louca das aventuras. Não é a vida que é louca. É o homem egoísta e soberbo, dono de seu próprio nariz, o louco ao volante.

Mas antes de me despedir de vocês, gostaria de comparar a cretinice do primeiro Adão com a nobreza do segundo, o Senhor Jesus:

  • Adão tinha tudo para não pecar naquele jardim – e pecou. Jesus tinha tudo pra pecar naquele deserto – e não pecou. Ele assumiu o pecado da sua Igreja, fez o que nosso primeiro pai não fez.
  • Adão deixa sua mulher entregue às dores, Jesus tomou sobre si as nossas dores.
  • “É ela, deixe-me ir” disse o egoísta Adão em outras palavras, buscando escapar do castigo. “Sou eu, deixai ir estes”, disse o altruísta Salvador acerca de Seus discípulos ao entregar-se ao abominável castigo pelos nossos pecados.
  • Adão teria que suar pra conseguir o pão para si e seus filhos. E Jesus? Ah, Ele suou sangue e se tornou para Seus filhos o verdadeiro pão!* 

Jesus há de apresentar ao Pai Celestial a Sua noiva, a Igreja Fiel, gloriosa, sem mancha, inculpável e dirá: Esta é a esposa que Tu me deste!

E veio a mim um dos sete anjos que tinham as sete taças cheias das últimas sete pragas, e falou comigo, dizendo: Vem, mostrar-te-ei a esposa, a mulher do Cordeiro.

Apocalipse 21:9

*(obrigado, amigo Godoy!)