Apesar de mim

montes e valesA persistência de Deus em querer que eu vá para o céu é um exemplo pra todos nós. Ele que nos ensinou a não desistir mas insistir, Ele mesmo continua insistindo em me abençoar, em me corrigir, em me animar pra que eu não volte atrás, não desista dEle, apesar de ficar grandemente tentado a desistir de mim mesmo.

Se olho pra mim, consigo apenas imitar o publicano da parábola do Senhor Jesus, que não ousava olhar pra cima mas batia no peito enquanto confessava: “tem misericórdia de mim, pecador”.

Esta é mesmo uma terra de montes e de vales. Há dias que parece que estamos no auge, tudo fica claro diante de nós, arejado, enxergamos ao longe, nossa voz é imediatamente ouvida à distância. Em outros parece que estamos lá, bem no fundo, tudo é mais difícil, abafado, confuso, parece que nem mesmo nossas orações são ouvidas.

Claro que não estamos falando de altos e baixos na fidelidade, no zelo, no temor de Deus e na esperança da Salvação. Falamos das diversas variações das circunstâncias externas e internas da nossa caminhada.

Mas o nosso conforto está nisso aqui:

Mas a terra que passais a possuir é terra de montes e de vales; da chuva dos céus beberá as águas; Terra de que o Senhor teu Deus tem cuidado; os olhos do Senhor teu Deus estão sobre ela continuamente, desde o princípio até ao fim do ano.

Deuteronômio 11:11, 12

Mestre, olha que pedras, e que edifícios!

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Formado quase somente de homens simples, trabalhadores braçais que pouco conheciam da capital, o colégio apostólico – os doze homens que o Senhor Jesus escolheu cuidadosamente para acompanhá-lo – estava impressionado pelos edifícios gigantescos feitos de pedras lavradas, que compunham o templo em Jerusalém. É fácil imaginar seus rostos cheios de entusiasmo e admiração diante daquelas construções magníficas. “Olha!”, diziam eles.

Porém Jesus não se impressiona facilmente, pois conhecia a história daquela famosa casa, do fim ao começo e sabia muito bem que ela não era perpétua como parecia ser aos enganáveis olhos humanos. Os olhos do Senhor estão sobre os que O temem – assim diz o Salmo 33.

Jesus lhes antecipa que daquele edifício não restaria pedra sobre pedra que não fosse derribada. Assim hoje, pra nós, faz sentido o salmo 127 que diz: “Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam” – toda construção sem Deus será derribada, não ficará pedra sobre pedra.

No verso 33 do mesmo capítulo 13, vemos que agora é a vez de Jesus dizer aos discípulos: Olha! Ele estava apontando os olhares dos seus amigos para outro ponto, outro foco, o edifício eterno!

Vigiai e orai – é assim que é edificada a Igreja Fiel, o edifício vivo, feito de pedras vivas, uma construção que – ao contrário daquela – há de permanecer para todo sempre. Vigiemos, pois, e oremos, meus amados irmãos. Coloquemos os nossos olhos naquilo que é eterno, sem nos iludirmos com os grandes edifícios feitos por mãos humanas.

Buscai ao Senhor enquanto se pode achar

…invocai-O enquanto está perto. Isaías 55:6,7.

Este solene conselho tem sido muito utilizado para nos lembrar que nossa oportunidade de ter contato com Deus tem dias contados, essa é a ideia que vem da dobrada utilização da palavra “enquanto”.

Todavia poderíamos, talvez, observar as sutis diferenças entre a primeira e a segunda sentenças do versículo, assim:

BUSCAI – usamos o verbo buscar para nos referir ao que está longe de nós, em lugar sabido ou não. Está fora do alcance imediato, mas podemos procurar e alcançar desde que saiamos da posição ou situação atual.

Deste modo podemos associar a primeira sentença com a primeira experiência, aquela que nos fez deixar nosso comodismo, nosso mundanismo, nossos hábitos e conceitos pecaminosos para irmos encontrar com o Salvador, o qual ainda hoje pode ser achado.

INVOCAI – somos aconselhados a clamar ao que está perto de nós, mas que pode – e precisa – estar ainda mais perto. Talvez já fazendo parte de nossa vida, como se estivesse em algum canto da casa, ao alcance da voz, misturado à nossa paisagem cotidiana, relegado a uma prioridade menor do que a máxima.

Em Apocalipse 3:20 lemos que o Senhor Jesus está à porta, isto é, facilmente acessível a qualquer um de nós. Ó, não aconteça que, por comodismo, mantenhamos o Senhor Jesus assim, tão perto de nós, mas ainda fora do nosso coração onde Ele quer fazer morada!

Se ao olhar em volta de você ainda não pode distinguir a presença do Senhor, vá buscá-Lo. Se Ele já está perto de você, não se detenha, clame por Ele para que o Senhor não fale de você o que disse do escriba em Marcos 12:34 – “não estás longe do Reino de Deus”.

Não estava longe, mas ainda não estava dentro…

Quanto a mim, dizia eu…

O link abaixo vai levar você, leitor, a uma página excelente, outro blog, do Pablo Andrade. Num texto muito bom ele trata das dificuldades de lidar com nosso próprio coração. Clica ali…

Salmos: 30. 6. Quanto a mim, dizia eu na minha prosperidade: Jamais serei abalado. – Bíblia JFA Offline Salmos: 31. 22. Eu dizia no meu espanto: Estou cortado de diante dos teus olhos; não obstante, tu ouviste as minhas súplicas quando eu a ti clamei. – Bíblia JFA Offline O nosso coração é um dos […]

via — Pescador por Cristo

A espada e o sangue

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Lendo o livro de Jeremias, deparei com o verso 10, do capítulo 48, já conhecido de muitos de nós:

Maldito aquele que fizer a obra do Senhor fraudulentamente! E maldito aquele que preserva sua espada do sangue!

Destaquei de propósito a última parte do verso pois ajunta dois termos interessantes para nós, que vivemos os últimos dias antes da vinda do Senhor: a ESPADA e o SANGUE. Digo isso por causa deste outro texto:

E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho. Apocalipse 12:11

A relação entre a Palavra de Deus e a espada aparece principalmente e claramente na carta que Paulo escreveu aos Efésios, no cap. 6:17 – “…tomai… a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus”.

Apesar de estar no contexto dos juízos de Deus contra os inimigos de Israel no livro do profeta Jeremias, não pude deixar de notar o impacto desta sentença: Maldito o que a preserva do sangue. A espada foi feita para o sangue, se completa nele. Nos dias de hoje, ainda que empunhando uma espada, não lutamos contra carne e sangue. Mas a espada do Espírito, a Palavra de Deus, se completa no sangue (do Cordeiro de Deus, Jesus)!

Separar a espada do Espírito (a Palavra de Deus) do sangue do Cordeiro, “preservando-a”, como diz o profeta, é privar-se da bênção de Deus, é ficar meramente com a letra fatal, desprezando a ação do Espírito vivificante. É, ainda, garantia de derrota, uma vez que os vencedores terão alcançado isso pela cooperação entre o sangue e a Palavra!

O Senhor Jesus disse certa vez: “Errais não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus”. (Mateus 22:29). Alguns não abrem mão das Escrituras, mas desconhecem o poder de Deus, a ação do Espírito Santo, tipificado no sangue de Jesus, que circula no Corpo que é Sua Igreja. Outros abrem mão das Escrituras, sem saber que elas são o parâmetro para a atuação do poder de Deus. A espada age em concordância com o sangue e – termo pesado, eu sei, mas foi o que Jeremias usou – maldito (isto é, sem a bênção) aquele que preserva a sua espada do sangue.

Que coisa, não? Vamos, portanto, estudar a Palavra de Deus, manusear a espada, ler com atenção e oração, pedindo ao Senhor que o sangue de Jesus, que representa a ação do Espírito Santo hoje, não nos falte. Assim seremos mais do que vencedores, por Aquele que nos amou.

Um P.S. (post scriptum) especial aos pregadores da Palavra de Deus: NÃO ABRAM MÃO DE PREGAR SOBRE O SANGUE DE JESUS! NÃO PRESERVE SUA ESPADA DO SANGUE! NÃO TIRE A VIDA DA SUA MENSAGEM. PREGUE SOBRE O SANGUE E ELE DARÁ VIDA AOS SEUS OUVINTES!

… das trevas para sua maravilhosa luz

Quero convidar você a considerar os seguintes trechos das Santas Escrituras:

No princípio criou Deus os céus e a terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo; Gênesis 1:1-2a

E fez Deus separação entre a luz e as trevas. E Deus chamou à luz Dia; e às trevas chamou Noite. Gênesis 1:4b, 5a

…e ali não haverá mais noite… Apocalipse 22:5

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A história da humanidade começa em Gênesis onde tomamos conhecimento de que as trevas dominavam o mundo recém criado. E na profecia de Apocalipse, que antecipa a conclusão dessa história, tomamos conhecimento de que as trevas estarão para sempre vencidas.

O que acontece entre Gênesis 1 e Apocalipse 22 é a sucessão constante, como um embate, entre luz e trevas. Desde então todos nós convivemos com o choro – que pode durar até a noite inteira – e com a alegria que vem pela manhã, prefigurando o enxugar definitivo das nossas lágrimas pelo nosso Deus Salvador.

Segundo o apóstolo Pedro, o Senhor nos encontrou em trevas e nos chamou para Sua maravilhosa luz. Assim que, escreve Paulo aos Tessalonicenses, nós somos do dia, não da noite. Escolhemos um lado nesse embate, viemos para a luz e, suportando com paciência os períodos de sombra, lutamos em nome da Luz.

Falou-lhes, pois, Jesus outra vez, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida. João 8:12

Dá os teus presentes a outro!

the_writing_on_the_wall_by_douglasramsey-da2t1daA atitude de Daniel em recusar os presentes do rei Belsazar foi de uma sabedoria divinamente inspirada. Daniel enxergou mais do que o rei, a quem a profecia era dirigida. Belsazar ouviu a repreensão e se apavorou. Daniel, com a mesma informação, tomou a decisão que salvou sua vida naquela mesma noite.

Se você não conhece essa história, antes de prosseguir clique aqui, o texto bíblico vai abrir em outra página, leia e volte, há coisas urgentes para tratarmos.

Daniel não era um dos mil grandes que o rei havia convidado para festejar com ele na celebração em que ele profanou os vasos do templo, sequestrados anos antes por seu avô Nabucodonosor, despojo do templo de Jerusalém.

Na estucada parede do salão de festas, junto ao castiçal, para que ficasse bem visível, a mão divina escreveu o mistério, que Daniel interpreta para a língua aramaica: Mene, Mene, Tequel e Parsim. Significa: contou, contou, pesou e dividiu. Era a sentença de Deus contra aquele pérfido reinado babilônico.

Sem conseguir entender o significado dos glifos de origem desconhecida, depois de pedir socorro aos seus próprios sábios, o rei atende à sugestão da rainha para que chamasse Daniel. Quando este chega, Belsazar lhe faz a seguinte proposta: Se interpretares a sentença, te darei veste de púrpura (que identificava a realeza), cadeia de ouro ao pescoço e serás o terceiro dominador (o primeiro era seu pai, Nabonido, em viagem. O segundo era ele mesmo, Belsazar).

Ainda hoje há tanta gente seduzida por promessa semelhante. Cristãos a quem Deus levantou para levar aos perdidos o conhecimento das Escrituras e sua interpretação. Seduzidos pelas riquezas deste reino condenado, aceitam se vestir de púrpura (ou seja, aceitam se identificar com este reino) colocam no pescoço – figura da comunhão do cabeça (Cristo) com o corpo (a Igreja) – uma cadeia, ainda que seja de ouro, mas continua sendo um limitador e, por fim, aceitam ainda passar a viver sob o domínio de outros dois, que pra nós representam o adversário e a carne, esse consórcio maligno que a Bíblia chama de “mundo”.

O sábio Daniel teve sua vida preservada. Naquela mesma noite Dario, o rei dos Medos, invadiu Babilônia e matou o rei e, possivelmente, todos os que se vestiam com ele de púrpura.

Há outro Reino se aproximando, o Reino do Altíssimo e todo aquele que estiver identificado com o reino deste mundo, perecerá. Isto acontecerá em breve. Belsazar ordenou que dessem a Daniel seus presentes, mas o coração do profeta já estava definido em seu propósito de escapar do juízo vindouro.

E você, com que reino está identificado? O conhecimento das Escrituras não é o bastante, caro irmão, é preciso dizer não ao príncipe deste mundo, rejeitar seus dons manchados de culpa.

O dia seguinte amanheceu com um novo rei. Esta noite vai passar, um novo dia vem, em que o Senhor Jesus reinará para todo sempre. Daniel foi preservado por Deus para o reino seguinte e nós seremos também, Maranata!