Jonas – capítulo 3 – O maior evangelista

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Depois de Jonas – o desobediente do capítulo primeiro – passar pelo processo que o quebrantou, nas entranhas do peixe – como vimos no capítulo 2 – ele estava agora pronto para ser um instrumento nas mãos do Senhor. Ao final do livro temos a informação de que a grande cidade de Nínive tinha mais de 120 mil habitantes. Esse foi o impressionante número de pessoas alcançadas pela pregação desse profeta menor – sim, seu livro está entre os 12 livros dos chamados  “profetas menores”, livros de conteúdo literário menor do que o dos cinco livros dos chamados “profetas maiores”.

Esse número de pessoas atingidas pela sua pregação fica ainda mais impressionante quando consideramos que, durante seu ministério, não há registro de nenhum milagre, nenhum sinal sobrenatural que causasse espanto em seus ouvintes ou confirmasse o teor divino de sua mensagem. Os milagres do livro – a preservação de sua vida no interior do peixe e o nascimento e morte repentina da aboboreira – não foram presenciados por mais ninguém além dele mesmo.

Outro fator importante é que Jonas não tinha qualquer “apoio logístico”, digamos assim: Não tinha um meio de transporte, percorreu a pé a grande cidade de Nínive (estudiosos acreditam que ela tinha cerca de 100 km de circunferência!!!). Não tinha ajudantes, nem carro de som ou equipe de louvor…

“Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida!”

Veja só que palavra dura! Talvez Jonas nem soubesse falar fluentemente a língua dos ninivitas, quem sabe só decorou essa frase? Não havia promessas de prosperidade ou de cura divina, apenas o solene aviso do castigo do Todo-Poderoso.

Qual seria, então, o segredo do sucesso do trabalho evangelístico de Jonas? Obediência. A Obra nunca havia sido de Jonas, a Obra era – e é! – do Senhor. Se eu e você crermos nisso, queridos irmãos, se obedecermos às orientações do Senhor fielmente, o Senhor também há de fazer prosperar maravilhosamente o trabalho de nossas mãos.

Cento e vinte mil homens. Já parou para imaginar o encontro celestial entre o apóstolo Pedro, levando consigo a abundante colheita de mais de oito mil almas ganhas pela sua pregação, e o profeta Jonas, com seus molhos quinze vezes mais numerosos? Como diriam os adolescentes hoje: “Aí, humilhou, hein Jonas?”

Por que a cidade em que eu moro, menor do que Nínive, ainda não se voltou para o Senhor, se eu tenho muito melhores recursos do que Jonas? Será que a minha desobediência natural ainda não foi totalmente vencida? Jonas anunciou aos ninivitas que eles estavam vivendo o seu próprio tempo do breve. É muito diferente dos nossos dias? O problema hoje está nos mensageiros ou nas mensagens? Pense nisso.

As palavras de um grande ganhador de almas de Dublim, na Irlanda, Henrique Varley, marcaram profunda e definitivamente o coração de D. L. Moody: O mundo ainda não viu o que Deus fará com, para e pelo homem inteiramente a Ele entregue. Calcula-se que Moody foi usado por Deus para a salvação de mais de 500 mil almas, no século XIX.

No próximo post, o último desta série, veremos que, apesar de não errar mais por desobediência, Jonas ainda tinha uma importante lição para aprender. E para nos ensinar também. Não perca. Até lá.