Não é quanto. É como.

Quando o evangelista Marcos conta sobre a oferta da viúva pobre, no capítulo 12 de seu evangelho (Se quiser, clique aqui para ler a passagem), ele usa uma expressão que nos ajuda a compreender melhor o que Deus quer nos dizer.

No verso 41 ele diz que Jesus “observava a maneira como a multidão lançava o dinheiro na arca do tesouro”. Veja bem, Ele não observava o quanto a multidão lançava, mas a maneira, o como lançava. Isso é que chamou a atenção do Senhor.

Ao explicar isso para os seus discípulos, Jesus diz que a pobre viúva depositou mais do que todos os que depositaram na arca do tesouro, porque ela havia depositado tudo o que tinha, todo o seu sustento.

Suas duas moedas poderiam representar uma ínfima porção das vultosas ofertas que eram lançadas ali. Mas suas pratinhas não eram o resto, sobejo, mas o todo. Muitos ainda se aproximam de Deus para lhe ofertar o que lhes sobra, ainda que isso possa parecer muito para si mesmas ou para quem lhes observa com olhar superficial – como é todo olhar humano.

Mas quando somos observados pelo Senhor, Ele sabe o quanto de confiança depositamos nEle. É disso que trata essa passagem: confiança. Ela entregou todo seu sustento. Não era um suicídio. Ela sabia que precisava de continuar sendo sustentada dali para frente. Mas ela entregou seu sustento aos cuidados do Senhor.

Era como se ela dissesse ao Senhor: A partir de agora serei sustentada por Ti, Senhor.  A palavra sustentar vem do latim, SUSTINERE, que significa apoiar, aguentar. Daí também vem a palavra “suster” que é dar apoio.

Não é nenhum segredo que a grande maioria das pessoas busca apoio em seu patrimônio, material ou intelectual. O resto, a sobra, é o que estes chamam de fé, um restolho.

Mas a maior oferta é depositar TODA confiança no Senhor.