“Dentro ou fora, você onde está?”

O título deste post é um trecho de um louvor de crianças cantado na igreja que frequento.

Nesta semana preguei sobre Zaqueu do seguinte modo:

– O verso 7, do cap. 19 de Lucas mostra o que ocorria DO LADO DE FORA da casa de Zaqueu: A multidão murmurava contra Jesus, por entrar numa casa cheia de erros. Criticavam Jesus e a Zaqueu, um homem cheio de erros, também.
– Os versos 8 a 10 do mesmo capítulo, mostram o que ocorria DO LADO DE DENTRO da casa de Zaqueu. Ali havia: a) arrependimento de pecados; b) mudança de comportamentos; c) um homem ouvindo a voz de Jesus; d) um Jesus vivo, presente e falando da única coisa importante para Zaqueu: SALVAÇÃO!

DOIS AMBIENTES DISTINTOS. O ESPÍRITO SANTO ESTAVA ATUANDO EM UM DELES.

VOCÊ SABE EM QUAL?
SE VOCÊ ESTIVESSE PRESENTE ALI, EM QUAL DOS DOIS AMBIENTES PREFERIRIA ESTAR?

O que nos importa – agora mais do que nunca – não é o que acontece fora da casa, mas dentro dela.

É preciso arrependimento? Busquemos arrependimento.

É preciso mudança de comportamento? Busquemos isso então.

Mas sobretudo vamos ouvir o que ELE tem a dizer.

A Parábola do Rico Insensato

Algumas parábolas propostas pelo Senhor Jesus apresentam um elemento comum: um campo, uma vinha, uma herdade – terras que continham tesouros ou consistiam em áreas produtivas – todas com potencial para trazer o sustento àqueles que trabalhassem nelas. Estas figuras são tipos da Obra do Espírito Santo: o Senhor estabeleceu neste mundo a Sua Obra, cuja produção é abundante e traz benefícios ao trabalhador – Ela torna o homem rico para com Deus: “A bênção do Senhor é que enriquece; e não acrescenta dores.” (Provérbios 10:22)

 Contudo, o viver dessa riqueza requer o abandono das coisas velhas… Quais? Nossos próprios frutos: razão, tradição, projetos vividos até então – frutos colhidos durante a vida até o encontro com o Senhor… Eis, no interior do homem, o conflito entre os valores do Espírito e os valores antigos, carnais: “E arrazoava ele entre si, dizendo: Que farei? Não tenho onde recolher os meus frutos.”

 “Farei isto: derribarei os meus celeiros…” É abrir mão da vida espiritual erguida na presença do Senhor para viver um projeto próprio, desfazendo o celeiro – a estrutura que o Senhor deu para encher com frutos da Eternidade… Alguém pode ainda dizer: Este celeiro é muito estreito e está também cheio de defeitos… Não seria o caso de empreendermos juntos esforços para reparar o celeiro? Um celeiro maior é figura do projeto humano: é maior para dar espaço aos frutos antigos (razão, tradição, projetos) e às novidades que se opõe ao ensino bíblico, além de inúmeras concessões relativas às vontades da carne)… Isto está acontecendo em nossos dias? Homens derrubando celeiros edificados há décadas, desprezando a estrutura erigida sob a orientação do Espírito Santo, em busca de mais espaço para eles mesmos…

 Não confundamos os valores terrenos com os eternos: “Alma, tens em depósito muitos bens para muitos anos: descansa, come, bebe e folga.” O que “muitos anos” de fartura terrena representam, comparados à natureza eterna da alma? Será que as necessidades da alma são as mesmas do corpo (descansar, comer, beber e folgar)?

O rico insensato é o que experimenta as riquezas do Senhor, mas já não se satisfaz “apenas” com elas… Um dia, prestaremos contas a Deus a respeito da alma que Ele nos deu para cuidar… Enquanto isso, que tal examinar a estrutura do celeiro? Este é aquele que o Senhor ergueu? Ou é o que você mesmo construiu? Se a resposta é a segunda situação, o compromisso de enchê-lo é exclusivamente seu… Mas se o celeiro é o do Senhor, não faltará a provisão: O Senhor vai enchê-lo diariamente! Maranata!

Mensagem sugerida pelo irmão Luciano Cathoud.