Toc, toc…

Estou à porta e bato

Em Apocalipse 3:20 Jesus afirma que está à porta e bate. 10 entre 10 pregadores afirmam que Ele se refere à porta do nosso coração. Não pretendo destoar deles aqui.

Há diversas passagens nos evangelhos que narram ocasiões em que o Bom Salvador entrou – sempre que solicitado – na casa de diversas pessoas. Na de Pedro entrou acompanhado da bênção da cura da sogra do discípulo. Na casa de Zaqueu levou consigo a salvação. Na casa de Jairo levou a vida – que  havia escapado de lá, levando consigo toda a alegria daquela família.

Ainda hoje Ele se mostra disposto a atender ao nosso convite para entrar. Aliás, Ele insiste nisso. Bate à porta e fala. “Se alguém – diz Ele – ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa”.

Se Jesus ainda não entrou em sua casa, prezado leitor, preste bem atenção, Ele ainda está lá fora, no jardim, na calçada, esperando você (que tem a chave da porta, pois é o dono da casa) abrir-lhe o coração.

Muitos vivem por décadas com Jesus na parte exterior de suas casas, de suas vidas. Alguém que olhe para eles pode mesmo acreditar que Jesus faz parte de suas vidas, pois é visto no exterior de suas vidas. Mas Ele não está la dentro. Isso lá, na Eternidade, fará muita, toda a diferença.

Ouça: toc, toc…

A Fé abraça as promessas

Abraçando pela fé as promessasApós nos dar a mais exata definição de fé que existe e descrever alguns atos realizados por nossos antepassados através dela, o capítulo 11 de Hebreus nos diz no verso 13:
Todos estes… vendo-as (as promessas) de longe, e crendo nelas, e abraçando-as, confessaram que eram peregrinos e estrangeiros na terra.
Quando o Senhor Jesus fendeu o véu do templo, nos abriu a chance de acessar o que há escondido, distante de nós, na Eternidade. Isaías nos diz no capítulo 33 de seu livro que os olhos dos servos de Deus “verão o Rei na sua formosura e verão a terra que está longe.

Assim entendemos que, num determinado momento da vida do homem eleito por Deus, momento que conhecemos por CHAMADO, nossos olhos vislumbram aquilo de que o escritor aos Hebreus chama de “promessas”, isto é, aquilo que este mundo não tem, mas que Deus preparou para nós: Paz (não como o mundo a dá), perdão de pecados, alegria (que ninguém vo-la tirará), vida (eterna). Tudo isso pertence a um contexto diferente do nosso e que só pode ser alcançado PELA FÉ. Quando Paulo fala aos efésios que somos salvos POR MEIO DA FÉ, mostra a fé como um instrumento, uma ferramenta que produz algo impossível à nossa razão. Lembre-se: “pela fé entendemos que os mundos, pela Palavra de Deus foram criados…” (Hebreus 11:3b). A razão não consegue nos explicar a Criação, mas a fé, sim!

Então, lemos que após ver as promessas de longe, creram nelas e puderam abraçá-las. Pense bem: como abraçar algo que está longe? Assim concluímos que a fé traz até bem perto de nós, as coisas da eternidade de Deus. Como aconteceu com Simeão, que creu na promessa do Salvador e perseverou crendo até que a viu cumprida em Jesus e, abraçando o menino, disse: Despede em paz o teu servo.

Assim, amigo, a fé – e somente ela – é capaz de trazer até nós o cumprimento das boas palavras de Deus a nosso respeito: A salvação de familiares, a cura de enfermidades, as diversas provisões de que necessitamos, tudo isso está entesourado para nós lá, na distante cidade celestial. Veja as promessas pela fé e em breve estará abraçando seu cumprimento, conforme a promessa que Eliseu fez à sunamita: “…abraçarás um filho.”

Abraço.

…fitando os olhos nele, disseram-lhe: olha para nós!

A geração atual carece de boas referências. Vivemos numa época em que o papel dos mocinhos foi assumido pelos bandidos. Recentemente abandonei uma websérie que estava acompanhando, que trata dos meandros da política americana do ponto de vista de um lobista. Fiz isso quando me dei conta de que estava torcendo pela personagem principal – um político mau-caráter. Ficava na expectativa para saber como ele iria se safar de mais um problema criado pelos seus próprios atos corruptos. E ele sempre escapava. Em dois filmes recentes da franquia Batman a personagem mais interessante era a do vilão. Pra onde isto está nos levando? Ou melhor: pra onde isso está levando a próxima geração de profissionais, pais de família, governantes, a sociedade como um todo? Será que isso é um fenômeno social espontâneo ou haverá um plano por trás desse rumo que as coisas estão tomando?

Bem, em vez de especular isso, prefiro, por hora, procurar fazer melhor a minha parte, aquilo que está ao meu alcance. SER uma boa referência para os que vem após mim. A começar pelos meus filhos.

Sou um sujeito de pouca paciência, reconheço. Muitas vezes isso toma uma dimensão ainda maior no trânsito – o que acontece com a maioria de nós. Ultimamente, porém, tenho mantido em mente que os meus filhos se espelharão em mim, inclusive nessa área. Assim, além de obedecer às regras de circulação, tenho procurado não esbravejar sozinho diante dos erros alheios, como fazia. Achei melhor aproveitar cada situação para mostrar, de modo didático, os maus hábitos de outros motoristas ao volante, e suas possíveis trágicas consequências.

Muitas vezes reconheço em minhas próprias atitudes, características do comportamento do meu falecido pai. Ora com pesar, ora com muito, muito orgulho. Espero que deixe ainda mais orgulho que pesar

Olha para nóspara o futuro de meus filhos. E que esse orgulho lhes sirva como fonte de inspiração, para que sejam “irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeçam como astros no mundo” (Filipenses 2:15)

Está longe ainda, Papai?

Tenho o privilégio de viajar para outra cidade para ser assistido pelas igrejas de lá. Sim, porque quem pensa que dá assistência a uma igreja, pense melhor: são elas, as igrejas, que nos assistem, que cuidam de nós.
Muitas vezes levo minha família comigo e meus filhos, ainda crianças, sempre ficam incomodados com a demora da viagem, enfadados por estarem no banco de trás por “loooongos” 50 minutos. O fato de viajarmos geralmente à noite aumenta inda mais o enfado: não há paisagens, bois, casas, nada enfim, para se ver, tudo está mergulhado em escuridão.
Lá pelo meio da jornada vem a pergunta inevitável: PAPAI, TÁ LONGE AINDA?

Falta muito ainda, Papai?

Falta muito ainda, Papai?

O que os pais experientes dizem nessa hora? “Tá chegando, filho, tá chegando…”

Certa vez viajei sem eles e, quando passava pelo local em que geralmente eles perguntavam a mesma coisa, me lembrei disso e, com o coração amargo pelas lutas daquele momento, me coloquei, em oração, no banco de trás do carro do Senhor (é Ele quem dirige esta Obra, guarde isso) e perguntei a Ele:
Pai, está longe? Ainda falta muito pra chegar na nossa desejada cidade? A escuridão que me cerca é assustadora e oprime… está longe ainda, Pai?

E pude ouvir Papai do Céu me dizer calmamente:
NÃO, MEU FILHO, ESTÁ CHEGANDO!!