Queixa recente no Procon

– Deixa, então, eu entender: Você comprou o campo porque achou nele um tesouro, certo?
– Isso mesmo, moço.
– E agora, porque achou erva daninha que brotou no terreno, não quer mais o campo, correto?
– Pois é… as pessoas passam e veem toda aquela praga que brotou… fico meio constrangido.
– Mas as pessoas não veem o tesouro, não é?
– Não, não senhor…
– E você sabia que o campo era um campo como outro qualquer, não sabia? Sujeito a pragas comuns, que talvez parte dele fosse charco, parte pedregosa…
– É, de fato…
– Mas ficou com ele, tendo vendido tudo o que tinha, por causa do tesouro, não foi?
– Nisso o senhor tem razão.
– E agora tá disposto a perder o tesouro por causa dos problemas do campo?
– Mas, entenda bem, é que… é…
– Será que uma boa limpeza no campo não vai resolver isso não? Pensa mais um pouquinho antes de desfazer seu contrato…

A Igreja de sexta, de sábado e de domingo

A história do Senhor Jesus narrada nos quatro evangelhos nos dá uma perfeita compreensão daquilo que seriam os nossos dias. É verdade que muitos tem fechado os olhos da fé para a verdade e procuram somente aquilo que lhes interessa. Não é o nosso caso.

Jesus escolheu os doze apóstolos. Dentre eles, Judas.

Podemos perceber que o ministério de Jesus teve algumas características. No começo, o Senhor operou muitos sinais. Já no final do Seu ministério, Ele deu muita ênfase a Palavra. São muitas histórias e parábolas que Jesus contou. Muitos diálogos. Um pouco menos de sinais.

Judas, enquanto sabedor que Jesus era o Filho de Deus, certamente não O trairia. Mas quando começou a ver menos sinais e ouvir mais da Palavra de Deus (e muitas vezes ouvia o que não lhe agradava), deixou subir ao seu coração a dúvida. Será mesmo Este o Messias?

Diz então a Bíblia que Judas começou a defraudar a “tesouraria”. Talvez isso no coração dele pudesse ser um teste ao Senhor: “Se Jesus chamar minha atenção, assim como muitas vezes chamou a de Pedro, é porque Ele realmente sabe de todas as coisas”. Com o passar do tempo, como não há registro de que Jesus tenha falado algo com Judas, talvez isso o tenha levado a crer naquilo que lhe seria até então somente uma dúvida: “este não é o Escolhido”.

Judas resolve vender Jesus para a religião. Talvez poderia até pensar estar ajudando, pensando ele ser um defensor da religião judaica. Estaria  “limpando” mais um falso Messias.

Jesus é preso e crucificado. Judas, vendo o erro que cometera, suicida. Sexta-feira.

Imaginemos, cá pra nós, que os discípulos conhecessem o Projeto da igreja e suas futuras dimensões. (Jesus já havia falado a respeito, mas somente conheceram após o Pentecostes). Imagine o que seria do pensamento deles no sábado: Jesus estava morto. E antes disso, já a algum tempo também, não viam tantos sinais, somente grandes sermões. Judas que era um amigo, alguém escolhido junto com eles, abandonou “o barco”. Pior do que isso, descobriram que ele traíra Jesus e talvez neste momento, já sabiam da fraude à tesouraria. Como continuar a igreja, sendo que, em sendo somente doze já tiveram tantos problemas? Como continuar se Jesus não avisou de um fraudador que estava no meio deles? Pior, com o crescimento da igreja, como seria quando fossem dez, vinte, trinta mil pessoas? Quantos escândalos poderiam vir?

Diz a Bíblia que alguns voltaram de onde vieram. Outros foram para lugares que nada tinham do projeto de Deus.

Nesta última hora é assim. A igreja de sexta-feira é aquela que trocou Jesus por um outro projeto qualquer. Entregou Jesus à religião para que Ele fosse julgado (um curador, um bom homem, um filósofo). Alguns entregaram Jesus para que Sua Obra fosse escandalizada, expondo aqueles problemas que, na verdade, eram do homem e não do Senhor.

A igreja do sábado são aqueles que deixaram se atemorizar por aquilo de que já estavam avisados. Era mister que isso tudo ocorresse, contudo, diziam consigo: “a Obra de Jesus mudou”. Para eles era hora então de tomar um outro caminho. Duvidosos, voltaram ao lugar de onde vieram. Na história bíblica, Jesus ainda foi atrás destes, mas para aqueles que duvidaram da ação do Espírito Santo e blasfemaram d’Ele, negando aquilo que viveram, não haveria uma segunda chance.

Importa para nós a igreja do domingo. Aqueles que viram Jesus ressuscitado, glorificado. São estes que não tem dado ouvidos às dificuldades, aos rumores (havia rumores espalhados pelos romanos que o corpo de Jesus havia sido roubado/ furtado). Para nós, importa o Projeto. Os que ficaram são os que não tem dúvidas da operação do Espírito nas suas vidas. Não precisam ficar vendo fenômenos acontecerem. São os que tem dado ouvidos à Palavra de Deus. Estes são os valentes. É sobre estes que a Igreja vai continuar sendo edificada. São estes que vão ver o  cumprimento do Maranata, o Senhor Jesus Vem.

Texto extraído do Blog “Eternidade pela Palavra“, do amigo Weslley José de Oliveira. Obrigado, companheiro.