Os vasos da casa da viuva

Lemos na história da mãe que procurou o profeta Eliseu, preocupada com a situação presente e futura de seu lar, que ela afirmou: Não tenho nada em casa, senão uma botija de azeite. Talvez tivesse, ainda que simples, alguns utensílios, umas roupas e outros pequenos objetos, mas o que tinha valor em sua casa era, de fato, o azeite.

Temos aprendido que o azeite representa a operação do Espírito Santo em nossa casa, em nossa vida. Talvez você e eu possamos dizer, como ela, que o que temos de mais precioso em nossa casa, em nosso coração, é de fato a presença do Espírito de Deus.

Mas é possível que isso se restrinja a uma botija, num canto da casa. Muitos setorizam sua vida, procurando manter apartado o Espírito Santo dos demais interesses da vida. A ordem do profeta, no passado, também nos beneficia hoje: Encha todos os vasos disponíveis com azeite. Até mesmo as pequenas vasilhas de sua casa deram lugar ao azeite. Isso até ao momento em que toda a casa rescendia o suave cheiro do óleo.

Logo até os vizinhos começaram a se beneficiar com a obediência daquela mulher e suas vasilhas também foram cheias, os fazendo testemunhas e participantes daquele milagre.

Assim será conosco também se em todas as vasilhas – setores – da nossa vida houver a presença do Espírito Santo: no casamento, na criação dos filhos, na condução dos negócios, no cuidado com a saúde, enfim tudo.

Ao testemunhar ao profeta sobre a consequência de sua obediência, ela ouviu: Vivam disso.

Viva disso você também.

Mensagem para Bodas de Ouro

…porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.                                                    Filipenses 4:11-13

Quando vemos diante do altar do Senhor um jovem casal, se unindo em casamento, não podemos deixar de notar a expectativa de ambos diante da nova etapa, a nova vida que os aguarda. Essa é uma das semelhanças entre o casamento e o relacionamento de Jesus com a Sua Igreja Fiel. Ela também vive a grande expectativa da nova vida que a aguarda.

Porém quando presenciamos um casal que já está unido há tantos anos, não falamos das expectativas, mas das experiências vividas.

O apóstolo Paulo era já um homem maduro quando escreveu essa carta. Já havia aprendido muito, como diz. A vida lhe havia ensinado, especialmente, que ele era um homem limitado. Que nem todos os dias eram de abundância, houve dias de abatimento. Nem todos os dias seriam de fartura. Ele, por certo, se deparou (inúmeras vezes) com sua própria limitação. Assim como os irmãos, durante todos esses anos.

Mas depois de falar sobre a descoberta  de seus limites, Paulo fala do que experimentou depois que passou a contar com a ajuda d’Aquele que o fortalecia. E é especialmente por estas conquistas – além das nossas próprias forças – que queremos hoje agradecer ao Senhor (Pode-se então finalizar a mensagem mencionando, com sabedoria e discrição, as experiências vividas pelo casal na presença do Senhor).

(partindo de sugestão do J.R.Amorim)

Quão bom é o nosso Pastor?

Boa parte do sucesso do salmo 23 se deve ao modo como Davi, pastor de ovelhas, se coloca no lugar delas e fala de suas necessidades, se identificando com o objeto de seu cuidado.
É uma figura tão bela da relação Deus-homem que o próprio Senhor Jesus a usaria novamente, em Seu ministério.
Ao apresentar-se, porém, como o Bom Pastor, Jesus fez mais do que Davi. Ele não apenas falou como uma ovelha, Ele SE FEZ UMA OVELHA, se fez o Cordeiro de Deus. Depois de ser uma ovelha, agora Ele sabe muito bem do que ela necessita e sofre.
Ele fala sobre esse intento salvador ao questionar seus ouvintes: Qual dentre vós, tendo uma ovelha, se ela cair numa cova, nao a retira dali?

Nossa cova era profunda – a morte – e Ele precisou descer a ela, para de lá nos resgatar. É o Bom Pastor.

(Obrigado aos que visitaram o Blog enquanto eu estava de férias)

Essa Palavra veio por amor de nós

Em João 12:28-30 lemos:

      Pai, glorifica o teu nome. Então veio uma voz do céu que dizia: Já o tenho glorificado, e outra vez o glorificarei. Ora, a multidão que ali estava, e que a ouvira, dizia que havia sido um trovão. Outros diziam: Um anjo lhe falou. Respondeu Jesus, e disse: Não veio esta voz por amor de mim, mas por amor de vós.

Observe que há duas interpretações por parte da multidão, acerca da voz vinda do céu:

 – Foi um trovão – Que nada mais é do que um evento natural, imprevisível, não mais do que isso, apesar de assustador às vezes.

É assim que muitos estão reagindo hoje aos sinais que estão à nossa volta, mudanças climáticas, catástrofes naturais.

 – Um anjo lhe falou – Na verdade era a voz do próprio Deus Pai, algo sobrenatural, que mostrava o interesse de Deus nas coisas desta nossa vida.  Era a Palavra de Deus soando aos nossos ouvidos, para nos falar de Seu projeto perfeito de Salvação. Assim são, para os que amam a vinda do Senhor, os sons que ecoam à nossa volta. Tudo nos fala que “ainda um poucochinho de tempo e Aquele que há de vir, virá, e não tardará.”

Essa voz, a Palavra viva de Deus (JESUS), veio POR AMOR DE NÓS

Olhe à sua volta

No Salmo 139, Davi escreveu sua impressão a respeito do cuidado de Deus para com ele. Disse assim: “Tu me cercaste em volta e sobre mim puseste a Tua mão” (vs. 5).
Parecia ao salmista que, em todas as coisas ao seu redor, podia se ver a operação cuidadosa de Deus a seu favor. Ele que era pastor e, no Salmo 23 se viu como uma ovelha, não teve dificuldades em se imaginar dentro do seguro aprisco do Bom Pastor, onde cada tábua fincada no chão estava ali estabelecida pela mão de seu amoroso Dono.

E nós, ao findar deste ano e iniciar um novo, pudemos ver em tudo à nossa volta a mão do Senhor? No trabalho – ali esteve a mão de Deus sobre você. No seu lar também, decerto. E por todo lado que nos voltamos podemos reconhecer o Senhor. Segundo o livro de Provérbios, reconhecer o Senhor nos nossos caminhos endireita as nossas veredas.

Quando alguém cerca algo, seja um rebanho, seja um terreno, quer deixar claro que tem interesse e planos a respeito daquilo. Deus tem planos a seu respeito, caro irmão e irmã.

Mas é quando olha para cima que Davi tem a visão mais notável de todas: Ele vê a própria mão do Senhor.

Ao olhar em volta veremos o que a mão de Deus fez, mas ao olhar para cima o homem tem uma experiência com a mão do Senhor e pode dizer, como Tomé ao tocar ali: Senhor meu e Deus meu!