E quando já era dia…

Temos boas referências em muitas personagens da Bíblia, tanto no Velho quanto no Novo Testamento. Mas a maior delas sempre será o nosso Salvador, o Senhor Jesus.

Em Lucas 6, lemos que Ele vivia um momento importante em Sua Obra. Precisava escolher os homens que lhe sucederiam, anunciando mundo afora as boas novas da salvação, seus discípulos. Onisciente que é, poderia simplesmente chamá-los a Si sem qualquer preparo. Mas diz a Palavra que o Mestre passou a noite em oração no monte. Quando amanheceu, Jesus chamou a si os que escolheu.

A noite é o momento de pouca luz. Não se escolhe bem nessa hora, certo? Não se compra um carro ou um terreno à noite, no escuro.

Se, portanto, não é bom momento para tomar uma decisão, o que fazer? O que Jesus fez: orar. Não há nada mais eficiente a se fazer na hora escura.

Vindo, porém, a luz (e ela SEMPRE vem para quem ora), Jesus concluiu aquela importante etapa de Seu trabalho, fazendo boa escolha.

Aí está o ensino para nós: Na hora escura, com pouca luz (revelação) não devemos nos precipitar em escolhas importantes. O melhor a fazer é orar, orar até se obter mais clareza.

Mas alguém dirá: Jesus orou, escolheu e, ainda assim levou um Judas no meio dos outros onze. Acontece que Judas era um elemento profetizado, parte do plano perfeito do Pai. Do mesmo modo pode acontecer de alguma escolha nossa, feita cuidadosamente com oração e busca, resultar em uma situação indesejável ou inesperada. O que fazer? Murmurar? “Ah, mas eu consultei ao Senhor e deu errado…”. Deu errado porque era para dar mesmo. Mas – que alegria! – fizemos a vontade do Senhor. Ele transformará minha momentânea tristeza em alegria duradoura, pois todas as coisas contribuem para o bem dos que amam a Deus – Amar a Deus é aguardar Seu conselho e obedecer Sua orientação.