Todos pecaram

Isso fica claro – também – na parábola do chamado filho pródigo (lembre-se: pródigo NÃO é um elogio…).

Ainda que nossa atenção geralmente se volte para o filho mais novo e seus erros, o filho mais velho também não foi irrepreensível.

Voltava do campo (sim, trabalhava na obra do pai) e, vendo a festa preparada para o irmão, não quis entrar. Ainda que não tivesse abandonado a casa, como o caçula.

Há crentes assim, trabalhadores, envolvidos no trabalho do Pai mas que vão alimentando rancores e frustrações contra o irmão e contra o Pai. Isso aparece na parábola, quando ele se recusa a se alegrar com a família, não quis entrar na festa que o pai promovia. Não concordava com a festa. Você se depara com crentes assim. Eles estão dentro da igreja, envolvidos com o trabalho, mas não concordam com TUDO que o Pai faz.

Ouçam-no: “…nunca me deste um cabrito para comer com os amigos.” Ele não queria entrar na festa promovida pelo Pai, que tinha BEZERRO CEVADO e o irmão, o Pai… preferia comer um cabritinho com os amigos. Há crentes que não estão prontos para decepcionar os amigos lá de fora. Preferem decepcionar o Pai. Acham mais divertidas as festas com os amigos do que as festas que o Pai promove, que tem alegria de salvação.

Esses crentes tem uma idéia mundana de sucesso, mas o nosso referencial de sucesso é JESUS que, apesar de começar seu ministério saudável e forte, passou três anos se acabando nas longas caminhadas e nas noites mal (ou não) dormidas. Começou aclamado, terminou desprezado, afrontado, humilhado na Terra. Quantos crentes estão prontos para isso?

Quantos estão prontos para prosperar diante de Deus, ainda que aos homens pareçam definhar?

(continua)