Igreja – a Olaria de Deus

Algumas considerações sobre o texto de Jeremias 18:1-6:

Levanta, Jeremias, desce à casa do oleiro.

Ele estava assentado, ou talvez deitado. Simboliza a posição do homem, distante da casa onde Deus quer falar com ele. Mas para isso, não basta se levantar, é preciso descer: se humilhar.

te farei ouvir as minhas palavras.

Deus não vai falar mais nada ao homem – a não ser para convencê-lo a descer – até que este chegue à Sua casa, onde ouvirá muitas palavras: de consolo, de conforto, de exortação, palavras que o curarão, estimularão e alegrarão.

Vi o oleiro que fazia sua obra sobre as rodas

O escritor não dá nenhum detalhe sobre a casa: se era luxuosa ou simples, seus móveis… a sua atenção estava voltada para o oleiro – tipo do Senhor – e sua obra. A igreja não tem nenhum outro atrativo que deva superar a pessoa do Salvador e Sua operação na vida do homem.

Continua no próximo post…

E dirás naquele dia:

Graças te dou, ó Senhor, porque

AINDA QUE TE IRASTE CONTRA MIM – Estávamos todos debaixo da ira de Deus, o Pai, por causa dos nossos pecados:

A TUA IRA SE RETIROU – Só o poder do sangue de Deus, o Filho, nos resgata da ira de Deus, o Pai.

E TU ME CONSOLASTE – Vem então, apagados os pecados, a operação de Deus, o Espírito Santo, o Consolador.

O texto está em Isaías 12:1.

Simples assim. Passe isso adiante.

Sobre lâmpadas, pés, luz e caminho…

Quando o salmista diz: “Lâmpada para os meus pés é Tua Palavra” ele está se referindo à capacidade que a Bíblia tem para mostrar onde estão os nossos pés – se dentro ou fora do Caminho, se envolvidos num Leia antes de andarlaço, se estão doentes como os do rei Asa, por exemplo.

Quando o salmista diz: “Luz para o meu caminho.” ele demonstra a capacidade que a Bíblia tem para nos apontar a saída, o rumo para voltar para o caminho, como fez com Saulo (entra na cidade…), a mulher pecadora (Vai e não peques mais.) e tantos outros.

Pegou?

O melhor ainda está por vir

Do Senhor é a TerraA narrativa da Criação traz um detalhe profético muito alentador.

 

Cada registro diário da Obra Criadora termina com o comentário: “E viu Deus que era bom.” Vemos isso nos versos 10, 12, 18, 21 e 25 do capítulo 1º de Genesis.

Porém, ao final dos sete dias a expressão muda para: “E viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom;” – verso 31.

Assim hoje Deus continua trabalhando (“…meu Pai trabalha até agora” João 5:17) e vai completando Sua Obra Redentora. Tudo que Deus faz é bom.

Ao nos ensinar que Ele tudo criou pela Sua Palavra, nos incentiva também a buscarmos o Seu conselho para nossas necessidades particulares, para que o que Ele fizer em nosso pequeno mundo seja igualmente bom. Ele nos fala pelos dons espirituais e pela consulta à Sua Palavra. O que fazemos através de Sua Palavra também é bom.

Mas o “muito bom” está reservado para o final.

E a Bíblia garante: Seu olho não viu, seu ouvido não ouviu e nem subiu ao seu coração, o que Deus preparou para os que O amam.

Uma palavra aos pregadores

“Rogo-lhes, irmãos, que procurem ocupar o lugar de Moisés, mas tremam ao fazê-lo. …Quando estiverem transbordando de frutos do Espírito, inclinem-se até ao pó perante o Trono, e sirvam ao Senhor com temor. ‘O Senhor nosso Deus é Deus zeloso.’

Lembrem-se de que Deus veio a nós, não para exaltar-nos, mas para exaltar-Se, e temos que atentar para o fato de que a glória de Deus é o único objetivo de tudo que fazemos. “Importa que Ele cresça, e eu diminua.”

Oxalá Deus nos induza a isto e nos faça andar muito cuidadosa e humildemente diante dEle. Deus nos sondará e nos provará, pois o juízo começa em Sua casa, e nessa casa começa com os Seus ministros. Quererá algum de nós ser achado em falta?

Retirará o abismo do inferno uma parte dos seus infelizes habitantes do meio do nosso grupo de pastores (e diáconos, obreiros, professores, senhoras)? Será terrível a sentença de um pastor decaído. A sua condenação causará espanto aos transgressores comuns. ‘Das profundezas o inferno se move por ti para encontrar-te em tua vinda.’ Todos eles te dirão: ‘Também tu te tornaste fraco, igual a nós? ficaste parecido conosco?’

Clamemos ao Espírito de Deus, que nos faça e nos mantenha vivos para Deus, fiéis ao nosso ofício e úteis à nossa geração – e limpos do sangue das almas.”

Extraído do livro Lições aos Meus Alunos – Charles H. Spurgeon

Prefiro João…

Quando o filho de Zacarias e Izabel nasceu, a família quis dar a ele o nome de seu pai, conforme a tradição. Porém aquele casal sabia que aquela criança era fruto de uma profunda experiência com o Senhor e Ele tinha um plano para o menino.
Izabel se lembrou do que Deus havia falado e disse: o seu nome será João.
Inconformados, os amigos e parentes foram ao pai e este, que estava temporariamente mudo, respondeu por escrito: “Seu nome é João”. Imediatamente sua língua se soltou e louvava ao Senhor.
O que vemos aqui é um casal que temeu ao Senhor e valorizou o plano de Deus para a vida de seu filho. A revelação prevaleceu sobre a tradição.

Às vezes precisamos enfrentar oposição de amigos e parentes para que o plano do Senhor se cumpra em nós e em nossos filhos. Em certas ocasiões temos que contrariar até mesmo nossos gostos pessoais: Não seria motivo de orgulho para aquele sacerdote se seu menino se chamasse Zacarias Junior? Mas ele colocou o projeto de Deus em primeiro lugar.

Me desculpe, Zacarias (em Hebraico: “Deus lembrou”), mas eu ainda prefiro “João” (que significa “Deus é bondoso”).

Senhor, solta aqui o meu pé…

Os meus olhos estão continuamente no Senhor, pois Ele tirará os meus pés da rede.                                                                  Salmo 25:15

Um caçador que usa armadilhas precisa observar as práticas cotidianas de sua presa. O lugar onde se alimenta (e de que alimento gosta…), onde bebe água, etc. É naquele caminho que ele instala seu laço.

Quando usa a rede, ele se vale da própria força de sua vítima, que quanto mais se debate, mais presa à malha ela fica. Se não houver ajuda de alguém de fora da rede, não escapará.

Ao usar essa figura, Davi fala de uma realidade nossa. Mesmo andando pelo caminho reto, podemos ser surpreendidos por uma rede, camuflada ali para se aproveitar de nossa simplicidade.

Mas o profeta-poeta-rei nos conta como fazia para escapar: Ele olhava para o Senhor.  Não de vez em quando, ou nos domingos à noite. Continuamente, ele dizia.

Esta, meu caro leitor, é a segurança dos servos do Senhor. Podemos ser surpreendidos em algum momento difícil de nossa caminhada, mas estaremos seguros se estivermos olhando somente para o nosso Salvador.

Ele tirará os seus pés da rede. Confie no Senhor, pois Ele é digno de confiança.

Deus não deixa o leite derramar!

Esta leiteira não é de Deus...

Foi assim que respondi a uma irmã que me perguntou certa vez se eu não ia me casar (casei aos 31…). A resposta saiu sem eu muito pensar. Mas tive tempo pra isso mais tarde e me lembrei de quando criança receber a incumbência de vigiar o leite enquanto fervia.

Eu e meus irmãos repartíamos as tarefas domésticas. Ferver o leite era muito cruel (segundo o meu senso de justiça infantil, à época): Não podíamos apagar o fogo antes de o leite subir, pois ficava “crú”. Era preciso esperar o momento exato.

O leite parecia ficar vigiando a gente também! Era só a gente desviar o olhar da leiteira e ele se derramava todo, nos obrigando a fazer um serviço ainda mais detestável: Limpar o fogão.

Mas – disse eu à senhora, que queria entender melhor minha resposta – o Senhor olha prá nós com muito mais atenção. Ele não apaga o fogo da prova antes do momento preciso, pois assim ficamos “crús” também e não restará outra solução senão levar novamente ao fogo. Isso ninguém quer, né?

Quanto a mim, de fato, valeu a pena esperar. Me casei numa boa hora e vejo a provisão fiel do Senhor a meu respeito. Se você está sobre o fogo da prova, não tenha medo: O Senhor está atento em você, o caldo não vai entornar, confie. Leia mais uma vez a Palavra que diz:

Não veio sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a possais suportar.

I Coríntios 10:13

A Igreja cuida do ministério… que cuida da Igreja

Em nosso meio, na Obra que o Senhor tem operado, o pastor não “fica para sempre”, isto é, de tempos em tempos o Senhor mesmo orienta a alternância entre os pastores e rebanhos da região.

Além das razões que, para nós, são óbvias, encontramos isso bem representado na história da mulher que foi interceder pelos filhos junto a Eliseu. Sabendo que o credor queria levá-los por seus escravos, pediu socorro ao profeta. O conselho deste foi que eles trabalhassem por suas vidas, trazendo à casa onde moravam os vasos vazios dos vizinhos. Assim também a Igreja (mulher) sabe que o ministério gerado por ela (os filhos) são o seu arrimo e perdê-los para o mundo (credor) é enfraquecer e perecer. Ciente disso ela intercede pelos seus pastores e ajudadores constantemente, levando suas vidas diante do Espírito Santo (representado por Eliseu).

O trabalho do ministério é trazer os vasos vazios até à casa e auxiliar a Igreja a enchê-los. Mas os meninos do texto faziam isso um de cada vez. Ficava ali até que a mãe completasse aquele vaso. Depois saía e dava lugar ao outro, irmão que tinha o mesmo propósito que ele. Então o processo se reiniciava. É assim com o pastor, que permanece até que seu trabalho se complete, segundo a porção do óleo para aquele trabalho específico. Depois sai, dando lugar a seu irmão, que tem o mesmo propósito de ver seu próprio bem e o bem da Igreja.

Isso durará até que não haja mais vasos no propósito do Senhor e então todos nós, Igreja e pastores ouviremos a doce voz do Senhor dizer: “Ide e tu e teus filhos vivei…” – a Vida Eterna.