Verbos

Aprendemos na escola sobre os tempos verbais – passado, presente e futuro.

No Salmo 116, nos versos 1 e 2, temos exemplos de todos eles. Vejamos:

Passado

• “Ele (o Senhor) ouviu a minha voz”

• “Porque (ainda Ele) inclinou a mim os Seus ouvidos”

Nestas duas expressões Davi se recorda o que Deus havia feito por ele. Ao adorar, não traz à lembrança o que ele mesmo havia feito, pois sabia que suas obras eram imperfeitas e indignas de serem lembradas. Mas o que Deus fez lhe era inesquecível. Ouvir – quando podia nos ignorar – e inclinar os ouvidos – no que Davi apresenta-se muito menor do que o grande Deus.

Dos outros tempos falamos daqui a algum tempo. Até lá.

Isaías, de novo…

Por meio dele o Senhor diz o seguinte: “Assim diz o Senhor ao seu ungido, a Ciro, a quem tomo pela mão direita, para abater nações diante de sua face, e descingir os lombos dos reis; para abrir diante dele as portas, e as portas não se fecharão;” Is. 43:1

Aí você pensa o seguinte: A mão direita é, em geral, a mão da habilidade e da força. Ora, se as nações seriam abatidas diante da face do moço, os reis seriam humilhados e as portas abertas, não seria pela mão dele, pois esta estaria apegada à mão do Senhor.

Então você, caro amigo, percebe que os que querem receber vitória e andar de mão dada com o Senhor devem lhe entregar a mão direita, isto é, empenhar sua força e destreza para ficar sempre perto do Senhor, ligado a Ele. O restante do esforço é por conta d’Ele…

Deut. 6:5 – “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todas as tuas forças”.

Certezas

Como a própria Bíblia chama o Evangelho de eterno, é possível que nem mesmo na eternidade ela deixe de nos surpreender com suas riquezas maravilhosas.

Relendo o verso 10 do cap. 2 de Jó, notei que ele faz uma afirmação interessante à sua mulher: “Receberemos de Deus o bem…”. Sempre li este texto entendendo que Jó se referia ao seu passado. É como se meus olhos lessem: Recebemos (no passado) de Deus o bem.

Mas Jó faz uma linda declaração de fé ao dizer: Receberemos o bem – estava se referindo à Eternidade, sem dúvida, pois não sabia que Deus ainda havia de restaurar e duplicar sua boa condição material anterior.

Não é a única vez que ele menciona sua esperança de eternidade, eu sei. Mas essa é menos conhecida. Sempre nos lembramos de outra menção que ele faz: “Eu sei que o meu Redentor vive…”.

Esse Jó, hein?…

E você, sabia?

– e aquele moço, hein? Passou no concurso…

– que concurso?

– o concurso prá Juiz, não viu não?

– vi não…

– rapaz bom…

– e toma posse quando?

– ninguém sabe, dizem que é segredo.

– mas e enquanto isso, ele continua advogando?

– continua sim, ele é o melhor nisso…

– bom pra quem precisa dele, né?

– é, porque depois que assumir como Juiz não pode pegar mais causa pra defender, não…

– sei…

– rapaz bom…

– como é que ele chama mesmo?

– Jesus…

Menino, menino…


Desce daí, senão você cai, menino! – diz Maria ao esperto filho que vai redescobrindo o prazer de ver as coisas de cima.

– Mamãe já falou com você: Salvação, Salvação! Cuidado pra não quebrar uma perna ou um braço!

Esse diálogo curioso poderia ter acontecido aqui mesmo no Brasil.

Se Jesus (“Yeshua”, palavra que em hebraico quer dizer “salvação de Deus”) tivesse nascido em Belém do Pará e não em Belém da Judéia…