Qual dentre vós será o homem?

Em certa ocasião, Jesus estava em uma sinagoga e viu ali um rapaz que tinha uma de suas mãos mirrada. Ele o chamou para o meio e disse aos demais que ali estavam:

O dia de sábado, dentro da cultura religiosa de Israel, era dedicado ao descanso. Mas o Senhor mostrava que um homem responsável, que tem compromisso com as ovelhas que lhe foram confiadas, não pode descansar enquanto houver uma delas presa, limitada de alguma maneira, ou ainda correndo risco de morrer. Ainda que todos os demais estejam fazendo isso.

Ainda que seja “tempo de descanso” para muitos, para a Igreja Fiel é tempo de resgatar os que estão presos em covas. Em certas situações, a cova será tão funda que será necessário descer a ela para ajudar a suspender a pobre e desesperançada ovelha.

Para entender isso temos o melhor dos exemplos. O Senhor Jesus, quando todos estavam impedidos de lutar pela humanidade, quando não havia quem socorresse a ovelha, desceu até à cova dela – literalmente – e de lá nos tirou, a todos os que creem em Seu nome e em Sua obra redentora.

Por isso hoje repetimos aqui a pergunta do Senhor Jesus: “Qual dentre vós será o homem”? “Quem há”, pergunta o Todo-Poderoso, “de ir por nós?” (Isaías 6:8).

A Igreja Fiel, cheia do Espírito Santo, pergunta também assim: qual será esse homem? Que trabalha enquanto os demais descansam. Que se preocupa enquanto os demais festejam. Que desce ao nível do problema das ovelhas para entendê-las melhor, para enxergar do ponto de vista delas?

Depois de dizer isso, Jesus curou o homem, que agora tem ambas as mãos aptas para o trabalho. O Senhor o destacou dentre os demais para que agora aquele homem, uma ovelha restaurada, pudesse fazer o mesmo, ir em socorro das demais que ainda estão presas e precisam de ajuda para escapar.

Como diz o antigo louvor cristão: “Podes tu também dizer: sou um dos tais?”.

Faça as perguntas corretas

Em Lucas cap. 14 lemos sobre o diálogo do Senhor Jesus com os religiosos de sua época. No verso 6, o evangelista registra que os homens “nada podiam replicar sobre isso”, sobre as perguntas que o Mestre lhes fazia.

Creio que ainda hoje acontece da mesma maneira e penso que sei, em parte, a razão de acontecer. Não sabemos as respostas que precisamos dar por não saber fazer as perguntas corretas.

Ao redirecionar o raciocínio daqueles homens com as perguntas corretas, Jesus mostra a eles o quão distantes estavam de pensar corretamente. “Que comeremos?” ou “com que nos vestiremos?” Tais questionamentos pareciam medíocres aos olhos do Pai da Eternidade. É dessa perspectiva que Ele quer que olhemos as coisas à nossa volta.

“De que vale ao homem ganhar o mundo inteiro?” Quantas vezes as pessoas pensam assim: ganhar mais e mais e mais… – e não consideram que estão perdendo suas almas imortais, o primeiro e mais precioso presente de Deus ao homem?

“Quando o Filho do Homem vier, porventura achará fé na Terra?” Quem poderia imaginar que Ele, ao voltar, haveria de procurar isso, fé? Seria racional pensar que Ele estaria em busca de nossas realizações, nossos feitos e sacrifícios pessoais, mas não. Pense então – e se pergunte: qual o real valor da fé? Por que ela deveria ser uma prioridade?

Vemos nisso a importância da leitura da Palavra de Deus. Ela nos instiga a fazer as perguntas certas e alinhar nossos valores aos valores de Deus.

Se conseguirmos melhorar nossas perguntas – e a Bíblia nos mostra o que vale a pena tentar – poderemos encontrar respostas maravilhosas, que darão novo sentido ao nosso viver. Afinal, o propósito de Deus é encobrir e o do homem, descobrir (Provérbios 25:2).

E você, estará fazendo as perguntas certas a Deus? Pense nisso.

O esconderijo do Altíssimo

Todo ser humano, depois de deixar o seio materno, anseia por segurança e a busca com todas as forças. Mas, diante de um mundo cheio de violência e maldade, haveria algum lugar que poderia nos dar isso, de maneira absoluta? Não está toda a terra contaminada com o pecado e a agressividade humana? Por isso a maioria de nós segue se contentando com uma segurança parcial, que sempre deixa uma ponta de receio no coração, seja eu um homem simples e pobre ou um sofisticado bilionário.

Para o povo de Israel, havia um lugar pelo qual todo judeu lutaria, até que restasse um só deles, lutaria até à própria morte, para proteger. Esse lugar era o templo em Jerusalém. Isso porque o templo era o coração da cidade, que era o coração do país. Se tal lugar fosse ocupado pelos inimigos, a nação estaria, de fato, morta. Por isso, o santuário – a parte mais interna do templo israelita – poderia ser considerado o lugar mais seguro em Israel.

Claro que nem todo mundo poderia se abrigar ali, havia regras rígidas acerca de quem poderia acessar tal refúgio. Somente o sumo-sacerdote – e apenas uma vez ao ano – poderia entrar ali. Porém não era apenas refúgio que tal felizardo encontraria no recôndito do santíssimo, assim chamado. Segundo a Bíblia, Deus falava naquele lugar secreto.

Tal acesso ficou, portanto, extremamente restrito, até ao dia em que o Senhor Jesus Cristo foi morto, na cruz, nos arredores da cidade. Naquele momento, quando Ele expirou, o véu do templo – uma cortinada espessa que delimitava a entrada do santíssimo – rasgou-se de alto a baixo, tornando aquele esconderijo acessível a todos os homens.

Claro que tudo isso carrega um simbolismo muito profundo e é seu sentido profético que nos interessa. O lugar mais seguro da Terra é, de fato, a presença de Deus. Mas isso não é um ponto geográfico, não pode ser mapeado pelo GPS. Trata-se mais de um posicionamento do que de uma posição.

Uma vez aberto o acesso à presença do Deus Santo, resta-nos entrar, com ousadia, além do véu, confiados numa aliança proposta pelo próprio Senhor e no sangue que a selou de uma vez por todas, o sangue de Jesus.

A Bíblia se refere a isso de muitas maneiras, muitas vezes. Quero deixar uma, para nossa consideração: o “esconderijo do Altíssimo”, mencionado no famoso salmo 91. Não é um lugar a se visitar, existe para nossa habitação. Ali estamos seguros, descansados e aconselhados.

O que se achega a Ele pode contar com Sua proteção, pois “debaixo de Suas asas estarás seguro” (vs. 4 do mesmo salmo).

Sim, a presença do Senhor é o lugar mais seguro da Terra.

Alcançando o fim da vossa fé, a salvação das vossas almas

Alcançar a vida eterna é o objetivo maior que a nossa existência pode (e deve) buscar.

A vida eterna é que dá razão e sentido ao nosso viver temporal, afinal: “…de que vale ao homem ganhar o mundo inteiro se perder sua alma”?

Devido à nossa incapacidade de adquirir a salvação, o Senhor a tornou gratuita, afinal, como diz o salmista: “a redenção de sua alma é caríssima, seus recursos se esgotariam antes” Salmo 49:8.

Mas ainda que seja gratuita, um dom de Deus, essa salvação não é um dom incondicional, isto é, não é algo que não exija nenhuma contrapartida de nós. É o resultado, o benefício de uma aliança feita com o Senhor. Uma aliança na qual Ele é perfeitamente fiel, portanto não há porque duvidar de que Ele cumprirá Sua parte no acordo.

Sendo assim, o único jeito de “dar errado” ao final é se a outra parte – a nossa – for infiel ao tal acordo.

A palavra fiel, no seu original, é um desdobramento da pequena palavra “fe”. Isso fica ainda mais evidente no idioma ingles, onde fé é FAITH e fiel é FAITHFULL (literalmente “cheio de fé”). 

Eis onde queremos chegar: se eu não for fiel à aliança, se eu não guardar com zelo a minha parte, estou, por assim dizer, desobrigando a Deus – a outra parte dessa mesma aliança – de entregar o que prometeu. Em outras (melhores) palavras: “sê fiel até à morte e eu te darei a coroa da vida“.

É essa fé, essa fidelidade, que Ele vai procurar quando vier: “Porventura quando vier, achará o Filho do Homem fé sobre a Terra?

Se você pensa estar debaixo desse concerto maravilhoso, certifique-se disso hoje, agora mesmo.

Portanto, irmãos, procurai fazer cada vez mais firme a vossa vocação e eleição; porque, fazendo isto, nunca jamais tropeçareis“. II Pedro 1:10

Salmo 64 – Davi e as redes sociais

“Não há nada de novo debaixo do sol”, disse o sábio rei Salomão. E isso não era só no tempo dele, ainda hoje, apesar de tanta coisa tentar se apresentar como novidade, ainda assim são problemas requentados e soluções antigas, batendo à nossa porta.


Um deles é a tal da “rede social”. Em um de seus salmos, Davi, o poeta-profeta, declarou sentimentos e situações que parecem remetê-lo de sua época até à nossa, e colocá-lo à frente de um telefone celular. Ele diz:

Esconde-me do secreto conselho dos maus, e do tumulto dos que praticam a iniquidade. Que afiaram as suas línguas como espadas; e armaram por suas flechas palavras amargas, a fim de atirarem em lugar oculto ao que é íntegro; disparam sobre ele repentinamente, e não temem. Firmam-se em mau intento; falam de armar laços secretamente, e dizem: Quem os verá? Andam inquirindo malícias, inquirem tudo o que se pode inquirir; e ambos, o íntimo pensamento de cada um deles, e o coração, são profundos.
Salmos 64:2-6

O curioso é que por mais que nos tragam alguns benefícios, sem dúvida são as crises geradas e inflamadas dentro das redes é que ficam mais famosas, ganhando grande destaque.

O nome “rede” nos faz lembrar das armadilhas utilizadas por caçadores e pescadores e que, apesar de sua simplicidade, são deveras eficientes: funcionam se valendo do esforço da presa em se livrar delas – quanto mais se movimentam, mais emaranhadas ficam.

Mas antes de terminar este texto e acabar deixando a impressão de que as redes sociais são um total abismo cruel, lembremo-nos daqueles que procuram fazer bom uso – inclusive profissional – de tais recursos.

A estes quero lembrar o costume antigo, registrado mais de uma vez nas Sagradas Escrituras: o costume de LAVAR AS REDES. Os discípulos pescadores faziam isso a cada manhã e era uma manutenção essencial ao bom funcionamento daquilo que era a ferramenta de trabalho deles.

Mantenha suas redes limpas

Enchendo o Coração com a Palavra – João capítulo 21

Nesta série de postagens, chamada ENCHENDO O CORAÇÃO COM A PALAVRA, estamos fazendo a leitura do Evangelho de João, um capítulo por dia, com alguns breves comentários.

Os Evangelhos de Mateus, de Marcos e de Lucas e ainda o livro de Atos dos Apóstolos também estão disponíveis.

No capítulo 21 de João encontramos:
– Outras aparições de Jesus
– Pedro, tu me amas?
– Conclusão

Fundo musical: “Ele me Cerca de Amor“, composição de J.C.E. e brilhante interpretação do pianista NIELSEN NETO

Evangelho de João, capítulo 21

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Além do áudio do capítulo 21 do Evangelho de João, quero deixar a sugestão de leitura de uma postagem anterior aqui do blog:

“E vimos a Sua glória”

Enchendo o Coração com a Palavra – João capítulo 20

Nesta série de postagens, chamada ENCHENDO O CORAÇÃO COM A PALAVRA, estamos fazendo a leitura do Evangelho de João, um capítulo por dia, com alguns breves comentários.

Os Evangelhos de Mateus, de Marcos e de Lucas e ainda o livro de Atos dos Apóstolos também estão disponíveis.

No capítulo 20 de João encontramos:
– A ressurreição
– Jesus aparece a Maria Madalena
– Jesus aparece aos onze
– A incredulidade de Tomé

Fundo musical: “Ele me Cerca de Amor“, composição de J.C.E. e brilhante interpretação do pianista NIELSEN NETO

Evangelho de João, capítulo 20

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Além do áudio do capítulo 20 do Evangelho de João, quero deixar a sugestão de leitura de uma postagem anterior aqui do blog:

Dois futuros próximos

Enchendo o Coração com a Palavra – João capítulo 19

Nesta série de postagens, chamada ENCHENDO O CORAÇÃO COM A PALAVRA, estamos fazendo a leitura do Evangelho de João, um capítulo por dia, com alguns breves comentários.

Os Evangelhos de Mateus, de Marcos e de Lucas e ainda o livro de Atos dos Apóstolos também estão disponíveis.

No capítulo 19 de João encontramos:
– A prisão de Jesus
– A crucificação do Senhor
– O sepultamento de Jesus

Fundo musical: “Ele me Cerca de Amor“, composição de J.C.E. e brilhante interpretação do pianista NIELSEN NETO

Evangelho de João, capítulo 19

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Além do áudio do capítulo 19 do Evangelho de João, quero deixar a sugestão de leitura de uma postagem anterior aqui do blog:

Estamos todos debaixo da mesma condenação

Enchendo o Coração com a Palavra – João capítulo 18

Nesta série de postagens, chamada ENCHENDO O CORAÇÃO COM A PALAVRA, estamos fazendo a leitura do Evangelho de João, um capítulo por dia, com alguns breves comentários.

Os Evangelhos de Mateus, de Marcos e de Lucas e ainda o livro de Atos dos Apóstolos também estão disponíveis.

No capítulo 18 de João encontramos:
– Jesus é preso no Getsêmani
– Jesus perante o Sinédrio
– Pedro nega a Jesus
– Jesus perante Pilatos

Fundo musical: “Ele me Cerca de Amor“, composição de J.C.E. e brilhante interpretação do pianista NIELSEN NETO

Evangelho de João, capítulo 18

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Tu és rei?

Enchendo o Coração com a Palavra – João capítulo 17

Nesta série de postagens, chamada ENCHENDO O CORAÇÃO COM A PALAVRA, estamos fazendo a leitura do Evangelho de João, um capítulo por dia, com alguns breves comentários.

Os Evangelhos de Mateus, de Marcos e de Lucas e ainda o livro de Atos dos Apóstolos também estão disponíveis.

No capítulo 17 de João encontramos:
– A oração de Jesus pelos seus discípulos

Fundo musical: “Ele me Cerca de Amor“, composição de J.C.E. e brilhante interpretação do pianista NIELSEN NETO

Evangelho de João, capítulo 17

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Nem neste monte…